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Volume russo: alongamento de cílios promete volume extremo; saiba mais

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Técnica também é conhecida como "volume lash" e promete "olhar de boneca" Imagem: iStock

Paula Roschel

Colaboração para Universa

01/11/2018 04h00

Extensão, fio a fio e lash lifting são algumas das opções encontradas no mercado da beleza para deixar os cílios mais volumosos, longos e intensos.

Mas, recentemente, o que tem atraído interesse de mulheres que querem um “olhar de boneca” é a técnica volume russo, também conhecida como volume lash ou russian volume. Especialistas explicam quais são suas peculiaridades, efeitos colaterais e como identificar se a aplicação foi realizada corretamente.

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Alongamento tradicional versus volume russo

Alongamento e volume russo podem parecer, num primeiro momento, a mesma coisa. Mas apesar de os procedimentos serem semelhantes -- com cílios artificiais colados sobre os pelos naturais -- quando o assunto é um olhar mais dramático, a segunda técnica entra em cena com vantagens:

“Na fio a fio é fixado apenas um fio sintético para cada cílio natural. No volume russo, entretanto, é aplicado um leque com maior quantidades de sintéticos, porém de espessura mais fina e mais leve”, explica a expert em cílios Polly Leão, de São Paulo. “A última novidade dentro da técnica de volume russo são fios de cashmere, que são bem fininhos e dão mais suavidade e naturalidade”, completa.

Números impactantes

A quantidade total de fios sintéticos aplicados impressiona: “No clássico fio a fio são de 120 a 150 fios em cada olho. No volume russo, de 500 a 700 fios, com diâmetros menores para não comprometer a saúde dos cílios naturais com o sobrepeso”, diz Débora Scarpante, lash designer da Amo Cílios, de São Paulo.

É possível encontrar o leque do volume russo contendo um mínimo de três e um máximo de oito fios sintéticos por cílio natural; gerando assim um volume que não é conquistado na extensão, que preza pela naturalidade. O procedimento leva até três horas para ser feito, dura quatro semanas e custa a partir de R$ 300, em média.

3D ou 4D?

Para quem já está na onda do volume russo, é normal se deparar durante a aplicação com nomenclaturas como 3D e 4D: “O volume russo também ficou conhecido como extensão de cílios 3D ou 4D por causa da quantidade de fios por leque de cílios artificiais colados ao natural. Por exemplo, alongamento 3D são três fios artificiais para cada fio natural. Além do volume variável, a técnica permite corrigir com mais efetividade falhas que muitas mulheres têm, como as decorrentes de uso de máscaras à prova d’água”, esclarece Iara Sato, especialista em cílios da Go Lash, de São Paulo.

Para cada estilo

Enquanto o clássico fio a fio é indicado para o dia a dia e ambientes mais formais, o volume russo se enquadra na categoria “drama”: “É o escolhido para momentos especiais, como casamentos, viagens e por profissionais que trabalham num ambiente de informalidade”, enumera Débora Scarpante.

Para a especialista, para mulheres que apresentam um número muito pequeno de cílios naturais e querem um olhar mais aberto, o melhor é evitar a técnica fio a fio, pois o volume neste caso será insuficiente. O ideal, portanto, é partir direto para o volume russo.

O que os médicos dizem?

Apesar de muitas mulheres desejarem profundamente cílios impactantes, é necessário ter em mente o que profissionais da saúde dizem sobre alongamentos em geral:

"Existe um risco de sensibilidade à cola usada para o procedimento, muitas vezes à base de cianoacrilato, que pode causar vermelhidão e coceira na pele e até queda dos cílios naturais", informa Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Outro risco, segundo a médica, é a queda dos cílios naturais pelo excesso de peso decorrente do uso dos fios para alongamento. "É importante lembrar que os cílios têm uma função de proteção dos olhos, além da questão da beleza. Não existe uma normativa para recomendação ou não do procedimento. Pelos riscos, oriento que ele deve ser realizado por profissionais especializados e com material regulamentado pela Anvisa", diz Lisia.

A especialista também desaconselha fazer o procedimento seguidamente. "Se possível, é melhor deixar os cílios sem esse alongamento periodicamente para recuperação da pele da região e dos próprios cílios", finaliza.

Contraindicações 

O volume russo não pode ser feito por pessoas com câncer; distúrbios oculares contagiosos ou infecciosos, como conjuntivite bacteriana ou viral; inchaço na área dos olhos; tricotilomania; febre do feno; nem por quem fez maquiagem permanente nos olhos (aguardar quatro semanas antes de investir na técnica).

Grávidas também devem dar à luz antes de investir na técnica -- e consultar um médico antes de se submeter ao procedimento. Vale lembrar que, assim como em outros alongamentos, o uso de máscara de cílios é desaconselhado.

Ciclo de vida dos cílios

Temos em média de 100 a 150 cílios dispostos em fileiras (duas ou três) na borda anterior da pálpebra superior. A pálpebra inferior tem a metade deste número.

“A vida de um cílio dura de três a cinco meses e são necessários dois meses para que atinjam seu comprimento total”, revela Iara Sato. A especialista ainda explica como funciona as fases deste ciclo:

  • Anágena: é a etapa em que o bulbo do cílio está em plena atividade. Esta etapa pode durar de quatro a cinco semanas.

  • Catágena: o folículo se prepara para entrar em descanso e o crescimento do cílio é interrompido. O fio se desconecta da papila e a base do folículo começa a “subir” em direção à superfície da pele. Essa etapa normalmente dura de duas a três semanas.

  • Telógena: o fio está pronto para cair. Normalmente ele se solta do folículo quando o cílio é lavado ou escovado, ou quando um novo fio começa a ser produzido e a crescer no mesmo folículo, “empurrando” o antigo para fora. Esta etapa pode durar de quatro a cinco semanas.