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Sexo anal com anestésicos: eles ajudam ou atrapalham o prazer?

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Sexo anal com anestésicos funciona? Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

13/10/2018 04h00

Géis anestésicos ou dessensibilizantes têm grande procura nos sexs shops. Afinal, embora ainda seja um tabu, a vontade de experimentar o sexo anal é maior do que o medo da dor para muitas mulheres. Como esses produtos prometem anestesiar a região do ânus e, assim, combater qualquer desconforto, cada vez um número maior de marcas aposta nesse tipo de "cosmético sensual".

Há versões para todos os gostos: com sabor, aroma, esferas massageadoras, que esquentam, esfriam, etc. Porém, segundo especialistas, a dica é usar com moderação.

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Entre os principais componentes desses anestésicos estão a lidocaína, a xilocaína e ativos naturais. "O importante é escolher um de boa marca e ficar atenta a possíveis anormalidades na hora da prática", avisa Caroline Alexandra Pereira, ginecologista e obstetra da Clínica Viváter, de São Paulo (SP). Ela chama a atenção para o fato de que a ação anestésica tem riscos: a dor ou o incômodo com algum machucado durante a penetração pode surgir depois que o efeito do produto acaba. "Além de muitos causarem danos ao preservativo, anestesiantes podem ser arriscados por mascarar fissuras na região anal que, mais tarde, são sentidas", afirma. Isso acontece principalmente durante a higiene ou na hora do banho. 

Sem dor, mas também sem prazer

As pessoas mais sensíveis também podem sofrer com alergias, mas as desvantagens não param por aí: "É fundamental alertar que os géis anestésicos podem até evitar a dor, mas, em contrapartida, também fazem com que você não sinta prazer no sexo", declara Caroline.

Segundo a médica, a melhor forma de evitar dores e desconfortos durante o sexo anal é fazer uso de lubrificantes à base de água e pedir calma e paciência ao par. "Antes da penetração, ainda é válido que o outro estimule a área com os dedos e a língua, o que ajuda a mulher a se sentir mais relaxada e excitada", conta.

De acordo com Milena Franzano, terapeuta sexual e de casal do Rio de Janeiro (RJ), o gel anestésico também pode ter um efeito placebo para muita gente. "O lubrificante é bem melhor do que um produto dessensibilizante, mas muitas mulheres acham que evitar a dor é mais seguro do que facilitar a penetração. Não é", conta. Ela observa que as pessoas têm expectativas muito altas em relação ao sexo anal, a maioria delas baseada em vídeos pornôs. "Para começar, tem que ser devagarinho, mesmo. A penetração vaivém no ânus é mais um recurso da ficção do que uma realidade. Para alcançá-la, o casal tem que ter treinado muito antes", diz. Ela recomenda, além do lubrificante obrigatório, começar sempre pela posição de lado, nunca de quatro, porque o reto faz uma curva. "Massagens e sex toys específicos para a região também são bem-vindos para ajudar a relaxar e a entrar no clima", conta.

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