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Violência contra a mulher


Melania Trump fala sobre movimento #MeToo: "é preciso mostrar as provas"

Doug Mills/The New York Times
A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, visita as pirâmides egípcias, no Cairo, durante sua viagem de sete dias à África Imagem: Doug Mills/The New York Times

da Universa, em São Paulo

2018-10-11T09:59:48

11/10/2018 09h59

A primeira-dama americana Melania Trump se manifestou de maneira inédita a respeito das acusações de assédio e abuso sexual feitas pelo movimento #MeToo ('Eu também', em tradução livre) nos Estados Unidos.

Durante sua viagem à África na última semana, a mulher do presidente Donald Trump — que também já foi acusado de assédio por diversas mulheres durante sua campanha em 2016 — falou ao programa da emissora ABC "Good Morning America", que foi ao ar nesta quarta (10) sobre o tema.

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"Eu apoio as mulheres e elas precisam ser ouvidas. Nós precisamos apoiá-las, mas também os homens, não apenas as mulheres", afirmou Melania.

Ao ser perguntada se acredita que os homens acusados publicamente de violência sexual tem sido tratados de maneira injusta, a primeira-dama afirmou: "Nós precisamos de provas concretas. Caso você seja acusado de algo, tem que mostrar as provas."

No sábado (6), durante um compromisso público no Egito, Melania Trump também comentou o caso do agora juiz indicado para a Suprema Corte por Donald Trump, Brett Kavanaugh, que foi acusado de estupro pela professora universitária Christine Blasey Ford.

O caso gerou uma série de protestos, inclusive por parte de famosos, que pediam que o Senado não o confirmasse para o cargo.

"Estou feliz que a doutora Ford tenha sido ouvida e estou feliz que o juiz Kavanaugh tenha sido ouvido. Se estamos falando sobre a Suprema Corte e o juiz Kavanaugh, acredito que ele seja altamente qualificado para a Suprema Corte", disse à CNN.

"Vou seguir em frente e acho que todas as vítimas precisam — nós precisamos ajudar todas as vítimas, não importa que tipo de abuso sofreram, mas sou contra qualquer tipo de abuso ou violência", concluiu.