menu
Topo

Sexo

Casar torna as pessoas mais caretas no sexo? Veja como esquentar as coisas

iStock
Depois que se casam, muitos casais parecem "murchar" quando o assunto é sexo Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração com Universa

05/10/2018 04h00

Quando as pessoas namoram ou se relacionam casualmente, sem definir o status do envolvimento, há a impressão de que o sexo é mais intenso, bombástico, selvagem. Só que, depois que se casam, muitas parecem "murchar". Mesmo se a frequência não é afetada tão drasticamente, parece que as transas se tornam mais repetitivas, automáticas, sem graça. O que leva tantos homens e mulheres que antes adoravam fantasias e loucurinhas a deixar de lado a criatividade e adotar uma atitude mais, digamos, careta no sexo? Existem vários fatores por trás dessa mudança de comportamento --que, felizmente, com doses generosas de empenho é 100% reversível.

Veja também

O primeiro ponto a considerar é que durante o namoro há todo um planejamento para o sexo, uma preparação estimulante para encontrar o par desde a hora em que acorda. "Tudo é gostoso, esperado e desejado. No casamento, isso deixa de existir. Afinal, a pessoa está bem ali, ao lado", pontua Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica Anime, em São Paulo (SP). As transas passam a perder qualidade, principalmente no quesito inovação. Ambos também se esquecem do quanto é bom dar longos beijos na boca (inclusive em público), conversar sobre bobagens (e não boletos) num jantar a dois ou planejar uma noite quente sem hora para acabar.

Essa realidade leva à outra questão: no namoro, todo mundo investe mais na relação, pois há o medo de perder a pessoa. "Já no casamento temos a 'falsa' sensação de que isso não irá acontecer, pois nos sentimos mais seguros por termos assumido um compromisso mais sério e, com isso, nos acomodamos em vários aspectos", afirma Raquel.

Já Breno Rosostolato, psicólogo e educador sexual de São Paulo (SP), atenta para o fato de que qualquer namoro tem vários componentes afrodisíacos. "O primeiro é o fato de ser uma relação nova que permite uma experiência diferente da anterior, o que implica em renovação. A autoestima é reforçada com a chegada de uma pessoa que demonstra interesse por você. E, por fim, existe um processo de sedução, no qual o jogo de insinuação e as provocações possibilitam fantasiar e concretizar o desejo", pondera.

"No primeiro ano de namoro, em especial, a paixão é intensa. O sexo tende a ser mais selvagem porque, quanto maior a libido, maior a criatividade, e não o contrário", assegura a psicóloga clínica Joselene L. Alvim, de Presidente Prudente (SP). Um ainda está em fase de descoberta sobre o outro e sobre o relacionamento, o que é muito excitante. "É uma fase de encantamento. Os casais são mais eufóricos, cheios de energia e mais românticos. Por isso, tendem a fazer mais surpresas um para o outro", completa a psicóloga.

Ao longo da convivência em um casamento, a intensidade desse desejo vai diminuindo --mas ainda pode existir. Em contrapartida, aumentam a amizade e o companheirismo. Portanto, não é que os dois se tornaram mais antiquados ou pudicos. É que a chama da paixão deixou de ser alimentada --e dificilmente há fogo que resista sem brasa.

É óbvio que ninguém pode viver num estado permanente de paixão e tesão --um casal tem contas para pagar, tarefas para cumprir, filhos para criar. Porém, mesmo em meio a tanta responsabilidade e correria, é necessário se esforçar para não negligenciar a relação e tirar o sexo do modo automatizado. Se ninguém conversa ou faz algo a respeito, frustrações e mágoas podem se acumular eliminando o brilho que ainda existe na relação e que só necessita ser lustrado.

Xô, comodismo!

Disposição e diálogo são as palavra da ordem para o casal que quer se reencontrar sexualmente: disposição para testar dinâmicas diferentes na relação e diálogo para troca de ideias, confidências e opiniões sobre o que precisa ou não ser ajustado. Vamos às dicas:

Invista na vaidade. Na fase de namoro, um vai ao encontro do outro bem perfumado e minimamente arrumadinho. É claro que não precisa ficar de terno e gravata e salto alto no aconchego do lar, mas caprichar no visual surte bons efeitos para alimentar a vida conjugal.

Repita programas da época de solteiros. "Vale aqui até coisas simples, como tomar banho juntos para começar a ter um contato corporal melhor", aconselha Raquel. É bom, também tentar resgatar o teor das conversas dos tempos de namoro. Não adianta nada ir a um motel ou ao cinema e ficar falando de trabalho ou sobre as crianças.

Descubram, juntos, novidades para a relação. Dependendo da quantidade de "teias de aranha" do relacionamento, surgir diante do par com um sex toy ou propondo uma fantasia diferente pode assustar. O ideal é explorarem novos territórios --sex shop, filmes pornô, posições-- em comum acordo.

Prolonguem a duração das preliminares. Segundo Breno, alguns minutinhos a mais de beijos e carícias podem fazer uma diferença enorme no aumento do vínculo e da intimidade do casal. "Não se entreguem à penetração tão facilmente. Insistam nas preliminares até não suportarem mais de tanto tesão", sugere.

É fundamental manter a individualidade. Nenhum dos dois, apesar do pouco tempo para ficarem juntos, deve abrir mão dos programas com os amigos ou a sós. Os dois precisam ter tempo para fazer as coisas que gostam, porque isso alimenta a autoestima e, consequentemente, a relação.

Prepare pequenas surpresas. Casais que estão juntos há muito tempo tendem a perder o traquejo ou até mesmo a se sentirem constrangidos para surpreender o outro. Lembre-se, porém, que não precisa ser algo muito grandioso para ter um resultado positivo. Um café na cama ou um brinde ao começo do fim de semana, por exemplo, ajudam a "desefenrrujar".

Troques de papéis. "Se antes você tinha uma posição mais receptiva no sexo, comande e tome a iniciativa. O contrário também é muito bom: deixe o outro conduzir a transa e se liberte da necessidade de comandar tudo", fala Breno.

Falem sobre sexo. "Conversem sobre as preferências, o que gostariam de fazer, o que não curtem muito. Parece óbvio, mas nem todo casal fala disso", conta Josi.

Saiam do modo "nós dois". Às vezes, é comum que um casal se ajuste de tal forma na cama que acaba seguindo sempre a mesma receita. Não há problema algum em terem encontrado o jeito ideal de transar de vocês, mas tentem variar o cardápio. Pequenas mudanças --como uma rapidinha durante um dia ou mudar o cenário da transa-- podem ter um impacto gigantesco, abrindo a mente para outras possibilidades.

Facebook Messenger

Receba seu horóscopo diário da Universa. É grátis!