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Grupo Michael Kors compra Versace por 1,83 bilhão de euros

Getty Images
Carla Bruni, Claudia Schiffer, Donatella Versace, Naomi Campbell, Cindy Crawford e Helena Christensen no desfile da Versace Imagem: Getty Images

Universa com agências

25/09/2018 08h57

O grupo de moda americano Michael Kors oficializou nesta terça-feira a compra da marca italiana Versace, avaliada em 1,83 bilhão de euros -- cerca de R$ 8,6 bilhões --, confirmando uma informação publicada na véspera pela imprensa.

"A aquisição da Versace é uma etapa importante para nosso grupo. Com nossos recursos, pensamos que a Versace crescerá para superar 2 bilhões de dólares de faturamento", afirmou o diretor executivo da Michael Kors, John Idol, em um comunicado. Com a negociação, a Michael Kors Holdings Limited  muda de nome e passa a ser chamada Capri Holdings Limited.

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Rahi Rezvani/Divulgação
Donatella Versace, John D. Idol e Jonathan Akeroyd Imagem: Rahi Rezvani/Divulgação

A Michael Kors, que tem sede em Londres, comprou no ano passado a fabricante de sapatos Jimmy Choo por cerca de 896 milhões de libras (US$ 1,2 bilhão), expandindo-se além de sua marca homônima. Agora, a companhia compete contra a proprietária da Coach, a Tapestry, para construir um império da moda formado por várias marcas nos EUA, nos moldes dos conglomerados LVMH e Kering, que têm sede em Paris.

A Michael Kors, cujas ações são negociadas em Nova York, alarmou os investidores no início do ano ao divulgar um declínio nas vendas do varejo de sua principal marca nas Américas, embora os mercados europeus e asiáticos, que são menores, tenham se saído melhor. As ações se recuperaram desde então, com alta acumulada de 15 por cento no ano, e a Jimmy Choo impulsionou os últimos resultados trimestrais.

A Versace, famosa pelo estilo extravagante e pelo logotipo com uma cabeça de Medusa, contratou o CEO Jonathan Akeroyd em 2016 da Alexander McQueen. A empresa vinha trabalhando em uma abertura de capital, mas as condições do mercado não permitiram concretizar o projeto.

Família Versace

A Blackstone Group detém 20% da Versace, que vende suéteres com estampa de leopardo por 2.100 euros (US$ 2.470) e tênis xadrez de 995 euros. A família Versace, dona de 80% da empresa, continuará fazendo parte do negócio após o acordo, disseram as pessoas familiarizadas com a situação.

"Este é um momento muito emocionante para a Versace", disse Donatella. "Faz mais de 20 anos que assumi a empresa, com meu irmão Santo e minha filha Allegra. Acreditamos que fazer parte desse grupo é essencial para o sucesso de longo prazo da Versace. Minha paixão nunca foi tão forte. Este é o momento perfeito para a nossa empresa, que coloca a criatividade e a inovação no centro de todas as suas ações, para crescer".

O jornal italiano "Corriere della Sera" publicou anteriormente que a Versace poderia ser vendida nesta semana por cerca de US$ 2 bilhões, e que entre os vários grupos interessados estavam Michael Kors e Tiffany. LVMH, PVH e Tapestry também avaliaram a Versace nos últimos meses, segundo publicado no domingo pelo jornal "Women's Wear Daily".

A grife italiana foi fundada em 1978 por Gianni Versace, que morreu tragicamente em 1997. A Versace registrou receita de 686 milhões de euros e voltou a gerar lucro em 2017, segundo dados fornecidos pela empresa. A marca vem conseguindo o maior destaque em anos desde uma apresentação bem-sucedida em setembro passado na Semana de Moda de Milão. Em uma homenagem a Gianni, Donatella Versace trouxe de volta os visuais mais emblemáticos de suas coleções dos anos 1990, incluindo blusas de seda que misturavam estampas de leopardo com imagens da arquitetura barroca. Ela fechou a coleção caminhando pela passarela de braços dados com modelos da década de 1990, como Carla Bruni e Cindy Crawford.

(Com AFP e Bloomberg)

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