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Conheça o trabalho da brasileira famosa por sussurros eróticos na internet

Reprodução
"Sexy Angel Stripper" em performance de ASMR na webcam Imagem: Reprodução

Marcos Candido

Da Universa, em São Paulo

25/09/2018 04h00

Conhecida por shows eróticos na webcam, Emanuelly Raquel, 28, descobriu uma nova maneira de agradar os fãs. Há cerca de um ano e meio ela produz vídeos eróticos usando ASMR, sigla em inglês para "Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano". 

Na prática, a técnica consiste em sussurrar e produzir sons bem discretos a partir de objetos. O ASMR é sucesso no YouTube com vídeos que prometem “relaxar” e dar um “soninho”: a maior sensação do método na internet é a russa Maria. Com Emanuelly, porém, a técnica subiu a um novo patamar. “Faço vídeos com a técnica para relaxamento em meu canal YouTube. Já em meus canais adultos, eu apostei no ASMR no modo erótico”.

A iniciativa foi bem recebida por sua clientela. O vídeo de ASMR mais assistido do canal de Emanuelly no Pornhub já se aproxima de 1 milhão de visualizações. As imagens exibem sussurros com instruções de masturbação feitos pela camgirl. Para produzir os sons, ela suspira, lambe e se masturba próximo ao microfone. “Meus equipamentos são um microfone com captação em 3D, um gravador de áudio profissional, dois notebooks e iluminação profissional por todos os lados”, detalha.

Com os números de audiência, a moradora de Santa Catarina já é uma das maiores do gênero ASMR erótico no mundo. 

Até pouco tempo, não havia uma comprovação científica de que a técnica ajudasse, de fato, a relaxar. Somente em junho deste ano um estudo identificou que, de 1.112 participantes, todos tiveram batimentos cardíacos reduzidos e sensação de calma com a ajuda dos cochichos ao "pé do ouvido". Apesar disso, a pesquisa publicada na revista científica Plos One conclui que o ASMR não despertou o desejo sexual dos voluntários. Emanuelly “Sexy Angel Stripper” colheu resultados diferentes.

“Em algumas pessoas, não há efeito, mas outras sentem sensações como arrepios, sonolência e excitação sexual. Acredito que a pessoa que faz [o som] se conecta a uma memória agradável do passado de quem assiste”, analisa. “Sempre amei como o som das coisas no dia-a-dia pode nos relaxar e me identifiquei de cara com o ASMR”.

Emanuelly não é novata. Trabalha como camgirl desde 2007. Na mesma época, inaugurou um blog e arrumou uma clientela nacional e internacional. “Todos os meus vídeos tem legendas em inglês”, diz. Ela não revela o rosto, o que diz ser um costume de “camgirls das antigas”.

Os vídeos de ASMR seguem quase sempre o mesmo roteiro: Emanuelly sussurra instruções de masturbação e encarna personagens como “a garota nerd”, “a professora”, a "amante consentida" e até mesmo uma torcedora brasileira durante a Copa do Mundo. Na lista também constam roteiros mais ousados, em lugares públicos. “Já fiquei cochichando dentro de um provador de roupa em uma loja. Imagino que os funcionários do lugar pensaram que tinha uma doida dentro da cabine”, brinca.

As produções são disponibilizadas de graça em sites pornôs e também podem ser compradas à parte. Feito por encomenda, um vídeo exclusivo de ASMR erótico com a assinatura da stripper virtual sai por R$ 300 a cada 10 minutos de duração. O preço cai para R$ 150 se o cliente permitir que imagens sejam publicadas após a performance.

Com o sucesso alcançado na carreira, pensa em breve revelar a identidade. “Estou esperando atingir um número maior de seguidores e inscritos. Estou me preparando para dar mais este passo”, conclui.

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