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Exposição em SP mostra corpo feminino de maneira incomum

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A obra "Poema", da brasileira Leonora de Barros Imagem: Divulgação

Camila Brandalise

Da Universa

23/09/2018 04h00

Não espere ver pinturas de corpos femininos nus, daqueles clássicos, na exposição “Mulheres Radicais”, na Pinacoteca, em São Paulo. Em algumas obras, as mulheres até estão peladas, mas o objetivo é outro.

A intenção das imagens é mostrar o corpo da mulher, em partes ou no todo, e questionar, justamente, por que, na história da arte, mulheres são pintadas apenas para serem apreciadas.

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"Transplante de Pelos Faciais", da cubana Ana Mendieta Imagem: Divulgação

Nas mais de 280 obras, que são fotos, desenhos, vídeos e pinturas, há contestação e questionamento para tirar o espectador dessa posição passiva.

As imagens foram produzidas entre 1960 e 1985, época de ditaduras na América Latina e, também por isso, têm  em uma intenção política. Entram ali críticas à censura, à militarização do Estado e ao silenciamento de mulheres - que, na época, deveriam apenas cumprir seu papel de donas de casa.

Algumas obras estão lá para chocar, como a que a língua de uma mulher aparece dentro de uma máquina de escrever. Uma metáfora tão bela quanto aflitiva.

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Foto da obra "A Luta Dupla", da fotógrafa mexicana Lourdes Grobet Imagem: Divulgação

Outras são autodescritivas, como as fotos de uma mulher com uma máscara de lutadora mexicana dando de mamar a um bebê e se maquiando. “A luta dupla” é o nome da obra.

Outras, são bonitas, como a tríade de quadros com pequenas formas pretas ao centro, que podem lembrar uma maçã cortada ao meio ou uma vulva.

A exposição fica em cartaz na Pinacoteca até o dia 19 de novembro.

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