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Política

Candidata peita empresário do sexo e convoca mulheres contra Bolsonaro

Reprodução/Facebook/Silvia Ferraro 500
Silvia Ferraro, candidata ao Senado pelo PSOL-SP, mostra apoio à campanha #EleNão Imagem: Reprodução/Facebook/Silvia Ferraro 500

Mariana Gonzalez

Da Universa, em São Paulo

22/09/2018 04h00

Na disputa por uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo, a candidata Silvia Ferraro, do PSOL, decidiu usar seu tempo de propaganda eleitoral na televisão de um jeito diferente. Deixou o discurso de lado para convocar eleitoras para os atos "Mulheres contra Bolsonaro", que devem acontecer no próximo dia 29 em diversas cidades. 

Silvia, que se declara feminista e é professora da rede municipal, acredita que a decisão reflete o "caráter popular" de suas propostas. 

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"Nossa campanha tem que demonstrar como será o mandato, coletivo e a serviço das demandas sociais. Queremos propor projetos em defesa dos interesses dos mais pobres e das mulheres, mas eles só serão aprovados se houver pressão popular", disse a candidata em entrevista à Universa.

Silvia tem direito a 7 segundos diários na televisão e começa a veicular a nova propaganda na próxima segunda-feira (24).  

Ela diz que estará presente na manifestação de São Paulo, cuja concentração acontecerá no Largo da Batata, em Pinheiros.

"Já somos mais de duas milhões de mulheres organizadas nas redes sociais e essa força popular vai ocupar as ruas no dia 29. Se depender de nós, ele não será presidente da República", afirma.

"Pequena vitória"

Um mês antes das eleições, Silvia teve sua primeira vitória política: venceu uma ação no Ministério Público Federal que pedia a retirada de peças de campanha do candidato a deputado federal Oscar Maroni (PROS), que "expunham mulheres como objetos", como descreveu. 

Em decisão, o MPF considerou as propagandas "preconceituosas e discriminatórias, uma vez que denigrem propositadamente a imagem da mulher" e acabou derrubando a página do candidato no Facebook.

Oscar é dono da boate Bahamas, em São Paulo, e voltou aos holofotes em 2017, quando prometeu distribuir cervejas caso o ex-presidente Lula fosse preso. Em um dos vídeos tirados do ar, ele aparecia "conversando" com a bunda de uma mulher seminua sobre política. 

"Resolvi espalhar a denúncia porque é inadmissível uma propaganda eleitoral carregar conteúdo misógino", explica Silvia. "Foi uma pequena vitória." 

Na época, Maroni usou o Facebook para ofender a candidata e defender sua campanha: "Mulher gosta de ser sensual para ser amada e treparem. Você deveria trepar mais", escreveu. 

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