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Relacionamentos

Eles se casaram sem convidar pais, amigos ou parentes (e amaram!)

Ale Bigliazzi/Divulgação
Casamento sem convidados, pais ou familiares: elas fizeram e amaram Imagem: Ale Bigliazzi/Divulgação

Beatriz Santos e Marina Oliveira

Colaboração para Universa

13/09/2018 04h00

O termo “elopement wedding” era usado, séculos atrás, para definir amantes que fogem para casarem-se em segredo. Hoje, porém, virou um estilo de cerimônia íntima, em que o casal se une apenas na presença um do outro, geralmente durante uma viagem, seja para economizar dinheiro, seja por não se identificar com as festas tradicionais de enlace. Três mulheres que se casaram a dois contam suas experiências.

Em Las Vegas

Arquivo Pessoal
Rafaela e o marido Carlos Eduardo Reis Filho Imagem: Arquivo Pessoal

Rafaela Senderowicz  Mold, 24, e Carlos Eduardo Reis Filho, 31, casaram-se, após cinco anos de namoro, em outubro de 2016, durante uma viagem para Las Vegas, nos Estados Unidos, no dia seguinte ao noivado, que também aconteceu no país. Rafaela conta a história:

“Saímos para uma viagem de duas semanas pela Califórnia e terminaríamos o percurso em Las Vegas, onde aconteceria um show da Britney Spears, que eu estava muito animada para ir. Logo antes de começar o show, para minha surpresa, ele tirou as alianças do bolso e me pediu em casamento. Foi muito lindo!

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Curtimos a noite, dormimos e, no dia seguinte, eu acordei e falei: ‘Já que você me pediu em casamento, vamos aproveitar que estamos aqui e casar logo!’. Se deixássemos para organizar tudo no Brasil, seria difícil –morávamos em cidades diferentes, uma das famílias ficaria desfavorecida com a escolha do local do casamento. Era a nossa chance de casarmos sem mobilizar ninguém.

Assim mesmo, sem planejamento, saímos do hotel e fomos até uma capela, que eu pesquisei na internet no mesmo dia, a Graceland Wedding Chapel. Eles nos instruíram a tirar a licença de casamento em um cartório de Las Vegas e voltarmos dali duas horas, para ter a nossa cerimônia. Assim fizemos.

Casamos com a roupa do corpo, com maquiagem simples e sem preparo algum. E foi incrível! Não tínhamos planejado votos para falar, nem nada, foi totalmente com a emoção do momento. Por estarmos só nos dois ficou tudo mais especial e intenso.

Voltamos dias depois e contamos para nossas famílias. Todo mundo ficou feliz. Passamos a morar juntos no Rio de Janeiro, a cidade dele.”

No Sul da Itália

Arquivo Pessoal
Violeta e Marcelo se casaram na Itália Imagem: Arquivo Pessoal

Marcelo Grigollo Bagnati, 29, é tímido demais, por isso, fazer uma cerimônia com muitos convidados nunca foi uma opção para ele. E Violeta Bela Da Silveira, 28, sabia disso. Por isso, o elopement wedding foi a opção perfeita para o casal. Leia o depoimento de Violeta:

“Eu já teria que ir para Itália, porque estava em processo de tirar cidadania no país. Ficaríamos, pelo menos, um mês lá, até conseguir o passaporte italiano. Um lugar lindo e romântico. Por que não casar lá? Seria tudo junto: cidadania, casamento e lua de mel.

Ele topou e eu comecei a pesquisar tudo. Definimos que seria numa praia, na região do Sul da Itália, e eu comprei um vestido para levar e também uma tiara de flores. Só a minha melhor amiga sabia de tudo. Conosco, estava outro amigo, que leu o texto que preparei sobre a história de nós dois. Tinha também um fotógrafo, que eu encontrei lá na Itália mesmo.

Ao chegarmos na praia tinham muitos turistas! Tivemos que pedir para eles abrirem um espaço para que pudéssemos usar de cenário para cerimônia uma pedra grande, da própria praia. Eles acabaram sendo plateia, assistiram a tudo e bateram palma.

Foi perfeitamente simples. Algo só nosso, sem a pressão de se preocupar se os outros estão curtindo ou não. Contamos para os familiares assim que chegamos em casa. Pensamos em aguardar as fotos do fotógrafo, mas não conseguimos por ansiedade. Fizemos uma ligação por vídeo e mostramos uma foto que tínhamos do momento. Todos se emocionaram. Depois foi só curtir a lua de mel, lá mesmo.”

No litoral de São Paulo

Ale Bigliazzi/Divulgação
Natasha e o marido Fernando Imagem: Ale Bigliazzi/Divulgação

Natasha Hanaici Cervino, 25, e Fernando Balista Thomé, 29, bem que tentaram planejar um casamento tradicional, mas nenhum formato de festa fazia sentido para eles. O que eles queriam era bem mais simples: casarem-se sozinhos numa praia. Natasha conta como foi:

“A ideia foi minha e, no começo, ele amou. Mas depois começou a pensar no que a mãe dele acharia e desistiu. Chegamos a planejar um casamento tradicional, mas quanto mais pensávamos no formato da festa, menos fazia sentido. Eu sempre achei que as pessoas que realmente se importam conosco, e que fazem parte da nossa vida, estariam com a gente no dia a dia e não numa lista de convidados. Por fim, ele aceitou minha proposta.

Com três meses de antecedência, planejamos tudo. Como amamos a praia e a natureza, achamos que esse seria o melhor lugar. Fui a São Sebastião, no litoral de São Paulo, e andei até encontrar uma praia ideal. Depois fomos ao cartório, agendamos o casamento e fechamos uma pousada com saída para a praia. Somente dois casais de amigos estavam com a gente, além de outro amigo que foi o fotógrafo. Eles foram testemunhas da cerimônia que fazia sentido para nós.

Nossa família e os demais amigos souberam depois. Marcamos encontros com cada grupo, mostramos o vídeo e gravamos as reações deles ao descobrirem. Também fizemos uma lembrancinha para os pais, colocamos areia da praia e conchinhas dentro de uma garrafinha de vidro, com um bilhete dentro. Com isso, tivemos várias comemorações do nosso casamento e curtimos as pessoas nesses encontros mais do que curtiríamos em uma festa de casamento.”

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