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Sexo na menopausa: siga 8 dicas e melhore sua vida sexual nessa fase

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sexo maduro Imagem: iStock

Luisa Moreira

Colaboração para a Universa

09/09/2018 04h00

A menopausa é uma preocupação que ronda as mulheres após os 45 anos (ou até antes). E não só por todas as alterações hormonais que levam a sintomas como insônia, calor e irritação, mas pelo impacto que essa mudança pode ter na vida sexual.

De acordo com a ginecologista Flávia Fairbanks, que é coordenadora do ProSex (Programa de Estudos em Sexualidade) da USP (Universidade de São Paulo), a idade média para a brasileira entrar nesse processo é entre 48 e 50 anos. Mas a menopausa pode chegar antes ou mais tardiamente, até os 55.

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Para saber como lidar com esse processo e não deixar que ele seja um fantasma para o sexo, veja as dicas de Flávia, da sexóloga Priscila Junqueira e de Cátia Damasceno, especialista em sexualidade.

1. Não pense que a libido está condenada após a menopausa

A maioria das mulheres sente mudança no desejo por conta das variações hormonais do período, segundo Flávia, como a queda dos níveis de estrogênio e testosterona. Entretanto, há formas de prevenir a disfunção sexual por conta dessa alteração.

“A abordagem da vida sexual deve fazer parte das consultas ginecológicas e, ao sinal de que algo está atrapalhando, é preciso explorar e tratar se for preciso. Com a prevenção da saúde sexual pré-menopausa, a mulher não vai acumular problemas e, assim, poderá garantir uma boa vida sexual pós-menopausa.”

2. Procure um tratamento adequado e personalizado para você

Existem diversos caminhos para tratar a menopausa e o mais popular é a reposição hormonal personalizada. Mas, para mulheres que não podem receber hormônio, há alternativas, como acupuntura e uso de florais.

“Outra saída para algumas mulheres que têm contraindicação de reposição hormonal é a aplicação local, na vagina. E não podemos esquecer que a prática de exercícios físicos e alimentação saudável são aspectos que ajudam a manter a vida sexual sadia após a menopausa”, explica a coordenadora do ProSex.

3. Ressecamento vaginal está diretamente ligado ao desejo

A falta de lubrificação é um dos fatores mais marcantes e desagradáveis para as mulheres na menopausa. Porém, segundo a ginecologista “de nada adianta encontrar o melhor tratamento, se a mulher não for estimulada para se entregar e viver a experiência sexual”.

Além dos lubrificantes à base de água, que podem ser aliados nesse momento, Cátia Damasceno lembra dos exercícios de ginástica íntima, que reforçam o assoalho pélvico e favorecem a irrigação da vagina. “O ressecamento acontece por conta dos baixos níveis de estrogênio, então, fazer esses movimentos com a vagina contribuirá para uma boa lubrificação, evitando dores durante o sexo, aumentando o desejo e facilitando o orgasmo”, explica a especialista. 

4. Aproveite para (re)descobrir zonas erógenas além da vagina

Conhecer o próprio corpo é fundamental para uma vida sexual plena em qualquer idade. Mas após a menopausa, ir além do clitóris e da vagina como um todo, é ainda mais importante.

“Esse encontro consigo mesma dará mais segurança para saber como quer viver uma relação a dois. Nosso corpo é cheio de zonas erógenas, basta identifica-las. Isso passa pelo toque e olhar de um parceiro e pela masturbação”, fala a sexóloga Priscila Junqueira.

5. Experimente coisas novas a dois

A especialista em sexualidade Cátia Damasceno diz que a menopausa é um bom momento para o casal descobrir novos caminhos para sentirem prazer juntos, além da penetração.

Usar brinquedos sexuais, retomar velhas fantasias, abusar das lingeries e até sair da rotina com uma viagem para relaxar, por exemplo, fará o parceiro se envolver, o que pode ajudar a autoestima feminina.”

6. Estar na menopausa não é atestado de falta de prazer

A ginecologista Flavia Fairbanks conta que é comum mulheres passarem a ter uma vida sexual mais satisfatória depois da menopausa. Para isso, entretanto, também é necessário preservar a saúde sexual durante toda a vida. “A maturidade, o conhecimento do próprio corpo e a parceria adequada trazem autoconfiança suficiente para manter e até melhorar a qualidade do prazer sexual.”

Para a sexóloga Priscila Junqueira, é preciso ressignifcar e descobrir as vantagens desse período. “Uma vida sexual ativa está ligada a saúde emocional. E sem as inseguranças que a acometiam na juventude, esse objetivo será mais facilmente alcançado.”

7. A frequência sexual está associada às suas expectativas

Como durante toda a vida, a frequência sexual é algo individual. Mas a coordenadora do ProSex afirma que a forma como você sempre encarou o que é “normal ou adequado” sobre sexo para uma mulher na pós-menopausa pode influenciar.

“Como você vê e sente o envelhecimento e o que projeta como natural ajudará a seguir e ter uma vida satisfatória, tendo ou não um parceiro.”

8. Você, parceiro, precisa entender o momento

Essa vale para todos os parceiros. Mas no caso dos homens, que também passam pela andropausa e sentem essa diminuição do desejo sexual após os 50, é ainda mais importante colocar a parceria no nível máximo e entender que elas sentem mais essa transição.

“Ter um parceiro que entenda é extremamente importante. Além disso, é um bom momento para o parceiro estar aberto a novidades, pois elas serão muito bem-vindas neste momento, para driblar os impactos da menopausa no corpo e vida sexual da mulher”, fala Cátia Damasceno.

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