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Mulheres protagonizam um mundo em evolução

5 vezes em que "O Tempo Não Para" mostrou: o mundo melhorou para mulheres

Isabella Pinheiro/Globo
Marocas corta os cabelos em "O Tempo Não Para" Imagem: Isabella Pinheiro/Globo

Jacqueline Elise

Colaboração para Universa

03/09/2018 04h00

Imagina que você é uma mulher vivendo no Brasil do século XIX, numa sociedade com valores rígidos e conservadores, e por conta de um acidente é congelada e acorda na praia 132 anos depois? É o que acontece com a protagonista da novela "O Tempo não para", Marocas (Juliana Paiva): após recusar se casar com alguém que não amava em pleno altar, a moça parte com sua família, os Sabino Machado, em um navio rumo à Inglaterra, que naufraga e faz com que todos os membros do clã fiquem congelados até serem resgatados em 2018.

Além do carisma dos personagens, a novela tem chamado muita atenção pela forma com que lida com o choque de gerações e de costumes. Apesar de Marocas ser uma mulher à frente de seu tempo (quando vivia em 1886, claro) por conta da educação que seu pai lhe deu, ela ainda encontra dificuldades de entender o que “pode” e “não pode” para a mulher contemporânea. 

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Listamos aqui cinco momentos em que “O Tempo Não Para” mostrou como a sociedade avançou no tratamento das mulheres:

Reprodução/GShow
Marocas se assusta ao ver Samuca sem camisa pela primeira vez Imagem: Reprodução/GShow

1) Marocas vê um homem “despido” pela primeira vez  

Logo no começo, vemos Marocas e Damásia (Aline Dias) brincando em um rio quando elas vêm um grupo de homens se aproximando. As duas se escondem e ficam observando os homens, quase sem roupas, se divertindo na água até que são surpreendidas por Bento (Bruno Montaleone), que a chantageia. É aí que começam os problemas de Marocas, que se vê obrigada a casar com alguém que poderia queimar sua imagem perante à sociedade, pois ver outra pessoa nua ou com trajes de banho era considerado indecente. A família da protagonista foge de navio para a Europa quando ela vai contra tudo e todos e decide não se casar com Bento, para fugir da “má fama”.

Mais de um século depois, Marocas é encontrada dentro de uma geleira no meio do mar por Samuca (Nicolas Prattes), que estava surfando na praia próxima. A geleira se quebra e o moço a salva. Quando Marocas acorda em uma ilha e se depara com Samuca usando somente uma bermuda, ela chega a achar que foi sequestrada por um pirata e se desespera. Aos poucos, conforme descobre o que aconteceu consigo mesma e sua família, Marocas vai assimilando o mundo atual e passa a se acostumar com a liberdade do guarda-roupas da sociedade moderna.

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Marocas se encanta com as roupas da loja Imagem: Reprodução/GShow

2) Marocas adapta seu guarda-roupa aos dias de hoje 

Com o passar dos capítulos, Marocas descobre que mais membros de sua família foram descongelados: seu pai, Dom Sabino (Edson Celulari), suas irmãs e sua mãe, Dona Agustina (Rosi Campos), uma mulher que preserva as tradições. Mesmo após encontrarem o baú com as roupas da família que foi perdido no naufrágio, Marocas sai para comprar roupas com a mãe de Samuca, Carmem (Christiane Torloni). Apesar de manter um visual “retrô”, ela aceita usar coisas mais modernas: o comprimento das saias encurtam e ela passa a deixar os braços de fora. Dona Agustina fica inconformada com o vestuário da filha, que rebate: "Estas são as roupas desta época, minha mãe!".

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Miss Celine acorda em laboratório de criogenia Imagem: Reprodução/GShow

3) A inteligente Miss Celine e sua surpresa ao ver uma cientista mulher

Miss Celine (Maria Eduarda de Carvalho) é a preceptora da família de Marocas - já que não era permitido às mulheres frequentar uma escola. Muito intelectual, ela dava aulas às filhas de Dom Sabino, educadas em casa. Miss Celine também estava a bordo do navio que naufragou e foi uma das congeladas que vieram parar no mundo moderno. Ao contrário de Marocas, ela acorda de seu “sono” em um laboratório de criogenia, que resgatou os outros membros da família. Ao despertar, conversa com as médicas Petra (Eva Wilma) e Helen (Rafaela Mandeli), e se encanta ao descobrir que, atualmente, as mulheres podem ser cientistas. Miss Celine se mostra menos abalada com a notícia de que está vivendo em outra época, e quando Helen supõe que a preceptora provavelmente era muito admirada por sua inteligência em seu tempo, Celine diz que, em 1886, “nenhum homem queria se casar com uma mulher letrada”. Petra então afirma que “os tempos mudaram muito”.

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Marocas se supreende com o resultado do corte Imagem: Reprodução/GShow

4) O corte de cabelo que simbolizou o rompimento com o passado

Em um passeio com Miss Celine, Marocas fala sobre as dificuldades que sua mãe, Agustina, tem enfrentado para aceitar os novos costumes. No meio da conversa, Marocas tem a ideia de cortar o cabelo. Em uma cena que representa mais um capítulo na busca pela sua liberdade e adaptação aos dias atuais, Marocas fica extremamente feliz ao se livrar das madeixas longas e pesadas e se permitir experimentar um corte mais moderno e leve, com base reta e em camadas.

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Samuca tranquiliza Marocas sobre o pedido de casamento Imagem: Reprodução/GShow

5) O casamento de Marocas e Samuca contra os impasses de antigamente

Com o passar da trama, Marocas e Samuca vão se apaixonando e ele toma coragem de pedi-la em casamento. Para não assustar a família Sabino Machado, Samuca chega até a pedir a mão de Marocas a Dom Sabino, mas enfrenta resistência de Dona Agustina. O conflito tem a ver com o fato de Carmem, mãe de Samuca, ser mãe solo e nunca ter se casado. Além disso, Dom Sabino chega a se encontrar com Carmem para discutir o pagamento do dote à família do noivo. A empresária tem dificuldades em explicar ao patriarca que a prática de pagar o dote não existe mais, sem contar que a família de Marocas não tem mais o dinheiro e a importância que tinham em 1886. Até Marocas se questiona se o “jeito” de se casar dos tempos modernos está correto, mas Samuca explica à noiva que, neste século, se uma mulher aceita o pedido de casamento, ela não precisa pedir permissão aos pais. A informação é difícil de ser processada por todos, mas eventualmente os Sabino Machado permitem que o noivado vá para frente.

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