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Orgasmo feminino: 8 hábitos que podem estar prejudicando seu prazer sexual

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Para chegar ao orgasmo, é preciso eliminar ou administrar alguns fatores externos que podem prejudicar para chegar "lá" Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração com Universa

27/08/2018 04h00

Antes de responsabilizar o par ou achar que sofre de frigidez, que tal investigar o seu dia a dia e tentar descobrir o que vem impedindo o seu orgasmo? Em muitos casos, basta uma nova atitude ou uma mudança de hábito para ter uma vida sexual mais ativa e saudável --e ter até orgasmos múltiplos

1. Ficar pensando se está prestes a chegar ao clímax ou não 

Querer atingir o orgasmo a todo custo só vai causar ansiedade. A delícia da transa, por si só, acaba ficando em segundo plano. Que tal relaxar e apreciar a experiência?

2. Querer dar conta de tudo na vida

O estresse é um dos principais inimigos do sexo. Com tanta preocupação e tarefa na cabeça, como deixar os pensamentos para fora do quarto e se entregar ao prazer? Difícil gozar se mente e corpo não falam a mesma linguagem, né?

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Em vez de querer bancar o mulherão da porra em tudo, por que não se contentar em fazer o melhor possível com as ferramentas e possibilidades que tem? Você não precisa ser a perfeita em tudo, até porque perfeição não existe.

Se o acúmulo de papéis --profissional, mulher, mãe, dona de casa, amiga, amante, filha e infinitos outros-- está deixado você exausta e nervosa, é importante respirar fundo, analisar o que é ou não urgente e, principalmente, delegar ou pedir ajuda.

3. Desconhecer o próprio corpo

Tudo bem, nem toda mulher curte se masturbar --e não há nenhum problema em não gostar de praticar o prazer solitário.

No entanto, para tirar o maior proveito possível do sexo é preciso conhecer como o próprio corpo funciona. Isso significa saber que tipo de estímulo prefere, quais suas zonas erógenas mais sensíveis, o que a leva a ficar molhada mais rápido etc.

4. Fumar

Você deve estar cansada de saber todos os males que o cigarro é capaz de causar, certo? Pois, segundo especialistas, o fumo também está relacionado à ardência que algumas mulheres costumam sentir durante o sexo, incômodo que impede o relaxamento, a excitação e, consequentemente, o orgasmo.

Mais do que um sintoma de dispareunia ou vaginismo, no caso das fumantes, esse sintoma acontece por causa da secura vaginal. Como a nicotina e outras substâncias presentes no cigarro afetam os vasos sanguíneos, a irrigação dos tecidos da vagina é prejudicada, afetando a lubrificação. Fumar ainda atrapalha a produção do hormônio estrogênio, antecipando a menopausa - -fase marcada por ressecamento vaginal.

5. Não se exercitar

Em longo prazo, o sedentarismo pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e metabólicas --males que acabam comprometendo a ação dos vasos sanguíneos, prejudicando a lubrificação vaginal.

Porém, principalmente para quem tem um cotidiano corrido e estressante, a falta de atividade física acaba provocando cansaço, mau humor, ansiedade, irritabilidade e baixa disposição. Para completar, o baixo nível de endorfinas --substâncias responsáveis pelo bem-estar cujos índices aumentam com exercícios-- afeta a autoestima, comprometendo a vida sexual.

6. Comer mal

A má alimentação pode causar inúmeras enfermidades que afetam a circulação e a disposição mental e física, de maneira geral. Porém, quem abusa de pratos muito gordurosos, açúcares e bebidas gaseificadas podem sofrer de pouca disposição para transar, já que são alimentos que "roubam" a energia.

É válido incluir no cardápio alimentos que aumentam a produção dos hormônios sexuais ou atuam no sistema nervoso central. Exemplos: frutas adocicadas (morango, framboesa, banana e atemoia), baunilha, curry e gengibre.

7. Dormir pouco

Segundo um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA), nos Estados Unidos, as mulheres com média maior na duração do sono relatam mais excitação genital do que aquelas que dormem menos normalmente.

Cada hora adicional de sono, de acordo com os resultados, corresponde a um aumento de 14% nas chances de sentirem desejo de transar no dia seguinte. A explicação é que durante a fase REM (rapid eye movement) do sono, período de atividade cerebral mais intensa, a circulação sanguínea também aumenta --inclusive na vagina.

8. Ignorar a dor durante o sexo

Sentiu coceira, ardência, secura ou qualquer outro tipo de incômodo ao transar? Pare tudo.

Nenhum tipo de dor deve ser ignorada, pois você pode, sem saber, ter infecções como candidíase, tumores benignos e malignos, cistite, lesões dermatológicas causadas por DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e/ou traumatismos. Forçar a barra, mesmo que abusando de lubrificantes, só piora o problema. Você não vai relaxar (chances zero de orgasmo, portanto) e o problema pode piorar a cada vez que tentar. Procure ajuda médica: a dor costuma desaparecer após o tratamento da doença que provoca o desconforto.

Fontes: Cristina Carneiro, ginecologista e obstetra, de São Paulo (SP); Iva Bittencourt, personal trainer, de São Paulo (SP); José Bento de Souza, ginecologista, obstetra e coautor de "Sexualidade - Autoconhecimento e Qualidade de Vida (Ed. Alaúde)"; Paula Castilho, nutricionista, de São Paulo (SP), e Poliani Prizmic, ginecologista, obstetra e coautora de "Sexualidade - Autoconhecimento e Qualidade de Vida (Ed. Alaúde)"

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