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Autoestima

8 erros que nós, mulheres, precisamos parar de cometer por causa dos outros

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#somulhersabe | autoestima Imagem: iStock

Heloisa Noronha

Colaboração para Universa

27/08/2018 04h00

Na tentativa de serem amadas, reconhecidas e até mesmo ouvidas, não são poucas as mulheres que acabam passando por cima da própria vontade e se comportamento de uma maneira que não tem nada a ver com a própria natureza --ou de um modo nocivo, que não traz nenhum benefício. Em prol de uma boa autoestima e de uma vida mais leve e equilibrada, o ideal é parar de ter certas atitudes que, no fim das contas, não trazem benefício algum, como as listadas a seguir.

1. Dizer "sim" quando quer dizer "não"

Muitas mulheres ainda acreditam que fazer o que os outros querem ou esperam é uma forma de garantir amor, respeito e segurança. O resultado é que acabam se anulando por medo do abandono e pelo pavor de que o afeto das outras pessoas acabe. "É difícil ser julgada. Às vezes, fazemos coisas apenas para evitar maiores desgastes, mas é importante saber dosar o quanto você está passando por cima de si mesma só para agradar os outros", diz Maynara Fanucci, criadora do projeto "Empodere Duas Mulheres" (e da página no Facebook com o mesmo nome) e autora do livro recém-lançado "Empodere-se: 100 Desafios Feministas para Reconhecer sua Própria Força e Viver Melhor" (Ed. Benvirá). A longo prazo, dizer "sim" em vez de "não" só vai abalar a autoestima e colocá-la para baixo, principalmente se for algo completamente oposto ao que você deseja. "Dizer 'não' é importante para estabelecer os nossos próprios limites. Para aprender isso é preciso um grande esforço e estar consciente que, talvez no começo, irá se sentir mal e desconfortável, mas, aos poucos, você começará a ver os benefícios que a atitude lhe trará", completa a terapeuta e coach Valeria Ribeiro, do site  Filhosofia.

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2. Seguir padrões de beleza idealizados

Segundo a nutricionista curitibana Paola Altheia, criadora do projeto Não Sou Exposição (blog, Facebook e Instagram) e ativista contra a gordofobia, tentar imitar a musa fitness do Instagram ou a digital influencer do momento é um comportamento dispendioso, cansativo e, principalmente, desleal consigo mesma. "Primeiro, porque as imagens das redes sociais são intensamente modificadas. Segundo, porque há um discurso implícito que diz às mulheres que aquele 'corpo dos sonhos', totalmente falso, é atingível por meio do esforço e da força de vontade. Estabelecer um padrão impossível de ser seguido e responsabilizar as mulheres por não conseguirem estar nele é um sistema que funciona como uma verdadeira fábrica de baixa autoestima e depressão", pondera. "No sentido de coletividade, quanto potencial feminino desperdiçado existe? Milhões de mulheres consomem suas vidas tentando elucidar conflitos internos por meio de modificações externas", conclui Paola.

3. Comparar-se e tentar competir com outras mulheres

Para Izabel Failde, psicóloga organizacional e consultora de desenvolvimento pessoal e autoliderança, de São Paulo (SP), a comparação que ocorre nos relacionamentos profissionais, sociais e familiares, entre outras esferas da vida, "é um buraco negro que traz pouco ou nenhum ganho". Buscar superar alguém, em vez de se concentrar em si mesma e aprimorar as próprias qualidades para o crescimento pessoal, causa um desgaste enorme, além de uma sensação permanente de fracasso. Afinal de contas, sempre vai existir alguém que tem algo que você não possui. "O pior é que nessa busca muitas mulheres compram coisas que não precisam com o dinheiro que não têm para impressionar pessoas que sequer conhecem direito", diz a consultora Madalena Feliciano, diretora de projetos da Outliers Careers, de São Paulo (SP), e presidente do IPC (Instituto Profissional de Coaching).

4. Não pedir ajuda porque a sociedade determinou que você tem que dar conta de tudo sozinha

"Nos sentimos culpadas quando precisamos pedir ajuda porque isso é visto como uma falha da nossa parte, como se fôssemos obrigadas a nunca 'deixar a peteca cair' porque seremos julgadas por isso. Porém, a verdade é que sempre seremos julgadas, independente do que façamos ou deixemos de fazer", afirma Maynara Fanucci. A consequência desse silêncio são mulheres sobrecarregadas e exaustas sofrendo cada vez mais. É importante não esquecer que erros são humanos e é impossível dar conta de tudo, sempre, o tempo todo, em todas as circunstâncias da vida. A cobrança em cima das mulheres, infelizmente, ainda é maior, mas se algo não for feito para romper esse padrão, a tendência é de que o peso só aumente. Vale lembrar que muitas mulheres reclamam de ter de cuidar de todo o trabalho de casa. Entretanto, quando alguém se dispõe a fazer algo, elas reclamam que está tudo errado, que não é daquele jeito. "Concentrar as tarefas domésticas é um grande erro. É essencial aprender que cada um tem um modo de fazer as coisas e, às vezes, um tempo também. Aceitar isso diminui a carga", fala Valeria.

5. Não agradecer elogios com medo de parecer arrogante

Eis uma tarefa pra lá de difícil para as mulheres, até mesmo para aquelas com uma autoestima saudável. "Temos o costume de muitas vezes ir contra um elogio para não parecermos metidas ou arrogantes e acabamos criando situações em que tentamos provar que a pessoa que nos elogiou está errada em reconhecer coisas boas em nós. Saber reconhecer seus pontos fortes e suas vitórias pode ser complicado, porém extremamente necessário para o processo de respeito próprio", declara Maynara, autora de "Empodere-se".

6. Tentar ser perfeita o tempo todo

"Apesar da sociedade reforçar os estereótipos da mulher ideal o tempo todo, seja num padrão físico ou comportamental, lembre-se que não existe perfeição. Aliás, você não nasceu para ser perfeita, você nasceu para ser real e viver a sua plenitude enquanto ser humano que merece respeito e liberdade. Tentar ser perfeita é uma bola de neve de frustração que só aumenta, pois é um conceito inatingível. Faça o melhor que puder dentro das suas condições individuais", aconselha Maynara.

7. Não se colocar em primeiro lugar na própria vida

De acordo com a coach Valeria Ribeiro, acreditar que precisa somente cuidar dos outros e não de si mesma é um equívoco feminino recorrente. "Quando o outro é a referência mais importante, onde tudo está no externo, qualquer problema que aconteça pode levar essa mulher a adoecer. A depressão, por exemplo, é um grande risco", conta. Por mais que pareça contraditório, essa mania de se colocar em segundo plano tem tudo a ver com a síndrome da perfeição descrita anteriormente. Na ânsia de se mostrar 100% eficaz em todas as áreas da vida, a mulher não mede esforços para ser boa mãe, profissional, esposa. E aí deixa de buscar os próprios objetivos e tentar realizar sonhos.

8. Achar que precisa estar bonita sempre

"Nós não existimos para ser observadas e avaliadas pelos outros. Não nascemos para ocupar o papel de uma espécie de "enfeite" para o mundo, nem temos o dever de manter uma 'boa' aparência", declara Paola, do Não Sou Exposição. "Sempre digo em palestras e aulas que toda a questão da obsessão pela estética feminina não é sobre beleza, mas sim sobre obediência. A cultura da beleza tem uma forte função de controle social e de limitação do desenvolvimento físico, emocional e intelectual das mulheres", completa. Na opinião de Paola, as mulheres têm o direito de ser protagonistas da própria vida da forma que preferirem. "Autoestima é algo muito mais amplo e não necessariamente conectado à aparência. Ter uma autoestima saudável significa estar à vontade com quem você é, mesmo que alguns aspectos não sejam perfeitos ou não estejam totalmente dentro das expectativas", completa.

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