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Violência contra a mulher

Adriana Esteves fala de assédio na época de modelo: "tocam onde não devem"

Divulgação
Adriana Esteves Imagem: Divulgação

da Universa, em São Paulo

27/08/2018 10h47

Na série "Assédio", que irá ao ar na Globo em 2019 inspirada pelo caso do médico Roger Abdelmassih, condenado por abusar sexualmente de suas pacientes, Adriana Esteves viverá uma sobrevivente de violência sexual.

À revista "Marie Claire", a atriz fez um paralelo com a ficção e revelou ocasiões em que ela mesma já enfrentou assédio.

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O assédio nos tempos de modelo

"Onde mais me aconteceu foi trabalhando como modelo, naquela fase que você não sabe se é menina ou mulher, que não está preparada psicologicamente para lidar com situações como essas", ponderou Adriana.

"Havia fotógrafos abusadores que, enquanto estavam no domínio, luzes ligadas, te fotografando de biquíni, de lingerie, seguravam e tocavam em lugares do seu corpo que não eram para ser tocados. Um constrangimento horrível. E faziam isso de forma recorrente, com todas as modelos".

Ela ainda relembrou que tentava encontrar maneiras de escapar de momentos em que se sentia particularmente vulnerável. "Eu inventava que estava me sentindo mal, que precisava pegar meu roupão. Isso tem que acabar".

Para a atriz, o movimento atual de denúncias é importante. "Existe a vergonha de dizer para o marido, para o pai, para a melhor amiga. Agora, estamos conseguindo falar o que tem que ser falado".

A infância

"Quando era criança, morava no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro, e brincava na rua. Alguns homens paravam o carro e ficavam chamando as meninas. Eu sabia que aquilo estava errado e saía correndo. Mas não tinha coragem de contar em casa e meus pais não sacavam que era perigoso, a situação se repetia. Não era fácil".

Adriana ainda contou que os assédios afetavam a maneira como ela se comportava.

"Passei anos tendo o pesadelo de correr de um carro, enquanto minha perna ia ficando fraca e não conseguia entrar em casa. Já mais velha, eu pegava três ônibus para chegar à Zona Sul, onde estudava. Dependendo do bairro, colocava um camisetão, amarrava o casaco na cintura. Andava na rua escondendo minha feminilidade".

"Como era cansativo! Hoje, eu gritaria, contaria para todo mundo e denunciaria", concluiu.

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