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Violência contra a mulher

Operação prende suspeitos por feminicídio em todo o país

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Feminicídio Imagem: iStock

Da Universa

25/08/2018 14h47

A Operação Cronos, deflagrada ontem (24) em todo o país, prendeu 42 suspeitos de feminicídio e 289 por crimes relacionados à Lei Maria da Penha.

Programada desde maio, a operação surge logo após números do Anuário de Segurança Pública mostrarem que 1.133 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2017 e 221.238 registros de violência doméstica, ou 606 caos por dia, foram feitos em todo o país.

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A operação tem o apoio do Ministério da Segurança Pública e é coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis. 

As investigações contaram com o apoio do chamado Banco de Perfil Genético, que registra o DNA de autores de crimes sexuais para que seja comparado com o encontrado nas vítimas. O ministério da Segurança Pública Raul Jungmann espera ampliar esse banco até o fim do ano que vem, chegando a 130 mil perfis cadastrados.



"Quando ocorrer um estupro ou um feminicídio, é possível fazer a comparação do material genético encontrado na cena do crime com os DNAs", afirmou Jungmann. "Isso dá velocidade, precisão, e permite a elucidação de crimes."

“O que nos importa é a proteção e a garantia da vida, sobretudo combater o feminicídio, esse crime covarde e inaceitável. Todos são, mas alguns são mais graves e repulsivos, sobretudo contra mulheres”, diz em nota o ministro.

Operação também prende suspeitos por outros crimes

Além de crimes contra a mulher, a operação prendeu 404 suspeitos por homicídio, 640 por posse ou porte irregular de arma de fogo e tráfico de drogas e 1252 em decorrência de mandados de prisão expedidos por outros delitos. 

A operação, que segue em andamento, foi batizada de Cronos. Segundo o ministério, o nome faz referência "à supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime". Na mitologia, Cronos é o deus do tempo. 

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