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9 lições de malhação íntima: exercitar a vagina pode melhorar a vida sexual

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Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

12/08/2018 04h00

Você já ouviu falar sobra a ginástica íntima feminina? Na verdade, trata-se de uma técnica erótica criada no Oriente há mais de 3 mil anos, o pompoarismo. Na Tailândia, a prática é levada tão a sério que é até transmitida de mãe para filha.

Nos anos 1940, o ginecologista norte-americano desenvolveu uma série de exercícios para fortalecer os músculos vaginais com uma proposta mais ampla que o pompoarismo, cuja finalidade principal é potencializar as sensações do pênis (e da vagina, também, mas mais intensamente do pênis) durante o sexo.

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Mais do que apimentar a transa, a "malhação" de Kegel ajuda no empoderamento feminino, ao permitir que a mulher amplie a consciência corporal e obtenha orgasmos incríveis sozinha. Os exercícios ainda aliviam a dor na hora da penetração causada por vaginismo ou dispareunia e, feitos a dois, dão aquela "atrasadinha" básica na ejaculação do parceiro.

E mais: ao contrair e relaxar os músculos pubococcígeos (é a musculatura do assoalho pélvico, que sustenta a bexiga, a uretra, o útero e o reto), é possível garantir vários benefícios. Essa musculatura é fundamental para o funcionamento correto da área genital, tanto feminina quanto masculina.

Quando fica flácido, pode gerar graves problemas como incontinência urinária e fecal e enfraquecimento da sustentação dos órgãos, ocasionando a temida “bexiga caída”. Com a musculatura dessa região enfraquecida, é claro que o sexo também sofre prejuízos.

Com as paredes da vagina "enfraquecidas", a força para contração é diminuída e a sensação do orgasmo diminui.

Para a saúde, as vantagens são várias. Exemplos? Evitar a flacidez vaginal, auxiliar na lubrificação vaginal, reduzir os sintomas da menopausa, amenizar chatices da TPM como as temidas cólicas, ajudar gestantes na preparação e na recuperação do parto, melhorar o funcionamento do intestino e combater problemas ginecológicos como incontinência urinária e vaginismo.

Lições para iniciantes

Importante: nunca faça os exercícios de bexiga cheia ou com vontade de fazer xixi. Praticá-los sem esvaziar a bexiga pode causar infecções urinárias. Com uma rotina diária de 10 minutos de exercícios, já é possível ver os primeiros efeitos após um mês.

  1. Comprima a vagina durante 5 segundos, como se estivesse segurando o xixi. O ideal é fazer três séries de vinte repetições por dia. Você pode treinar deitada, sentada, em pé... Em qualquer lugar, na verdade, já que ninguém percebe nada. Só que, de preferência, vista roupas confortáveis. Com o tempo, vá aumentando a duração das contrações para 10 e 15 segundos.
  2. Existe, ainda, uma variação da ginástica íntima. De pé, movimente-se como se estivesse usando um bambolê, com os joelhos levemente flexionados e os pés afastados. Balance o quadril para um lado e para o outro, contraindo as nádegas
  3. Depois, deitada de barriga para cima em um colchonete, flexione as pernas, mantendo os pés no chão. Eleve o quadril, comprima o bumbum, conte até dez e relaxe. Se possível, faça três séries diárias de dez repetições.
  4. Quando sentir que a musculatura do assoalho pélvico ficou bem tonificada, e você perceber toda a movimentação ali embaixo, é hora de dividir mentalmente sua vagina em três partes. Cada uma delas é chamada pelos experts em pompoarismo de anéis e se localizam na entrada, no meio e perto do colo do útero.
  5. Uma boa dica para senti-los é introduzir o dedo na vagina - pode ser na hora do banho - e tentar contraí-los, percebendo a pressão em cada um deles.
  6. Depois de usar o dedo, você pode adotar um vibrador simples (mais fino, com o formato que lembra um batom). Você também pode se exercitar colocando só a pontinha do vibrador na vagina e tentar sugá-lo, puxando o ar para dentro. Depois, experimente expulsá-lo.
  7. As famosas bolas Ben-wa ("que se acomodam", em japonês) podem ser um bom material para praticar. À venda em sex shops, parecem duas bolinhas de pingue-pongue - só que um pouquinho mais pesadas e menores - unidas por um cordão fino de silicone. Elas quase não pesam e o exercício consiste em colocá-las na entrada da vagina e, com os movimentos, conseguir sugá-las e depois expulsá-las. É um treino ótimo para auxiliar no controle da região do períneo. Tente, ainda, introduzir uma na vagina e tenta puxar a outra com a força.
  8. Outra série poderosa de fortalecimento inclui cones vaginais, que se parecem com um absorvente interno e têm pesos diferentes (entre 20 e 70 gramas). É bom começar pelo mais leve. De pé, coloque o cone até o segundo anel vaginal (na altura em que se coloca o absorvente interno) e
  9. A respiração é uma das partes mais importantes de qualquer exercício. Respirando da forma correta, você controla o tempo do exercício, ganha ritmo e não termina a sessão exausta. Na ginástica íntima, é essencial inspirar pelo nariz quando fizer a contração e expirar pela boca quando relaxar o músculo.

E na hora do sexo...

Ao controlar a musculatura do assoalho pélvico e seu canal vaginal, a mulher consegue realizar movimentos específicos no pênis do parceiro. Eis alguns:

Chupitar: movimento que suga o pênis, simulando o movimento de chupar uma chupeta

Ordenhar: pressionar e massagear o pênis por meio da contração dos anéis vaginais de modo sequencial

Sugar: sugar a glande do cara, como se estivesse praticando sexo oral

Expulsar: expelir o pênis, deixando dentro da vagina apenas a glande

Estrangular: movimento que aperta o pênis da base até a cabeça e ajuda a segurar a ejaculação do parceiro

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