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Sexo depois dos 60 anos: você pode transar mais e melhor do que aos 30

Arquivo pessoal
A coach Leila Cristina Jorge: sexo de duas a três vezes por semana Imagem: Arquivo pessoal

Letícia Rós e Marina Oliveira

Colaboração para Universa

06/08/2018 04h00

Chegar aos 60 não significa o fim do interesse sexual feminino. Pelo contrário. Com a vida mais tranquila, os filhos criados, a aposentadoria ou um trabalho com menor carga horária e, principalmente, a autoconfiança que só a maturidade traz, as mulheres transam melhor (e até mais) do que quando tinham 30 anos. Quem garante isso são estas mulheres que falam a seguir.

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“Eu me conheço melhor, sei onde me excita mais, o que me excita mais”

“A vida sexual é importante, faz com que você fique mais ativa, viva melhor, tenha mais disposição e mais energia. Faço sexo de duas a três vezes na semana. Melhora muito a autoestima, porque no momento em que você está no sexo, você está se sentindo bem, feliz, bonita e parece que tudo isso reflete na sua pele e no seu olhar. Sou casada e o sexo hoje é muito melhor do que era antes, porque me conheço melhor, sei onde me excita mais, o que me excita mais, sei o que eu gosto de fazer e o que eu não gosto. E digo ‘para’ quando eu não gosto, coisa que eu não conseguia fazer quando era bem jovem, com 20 e poucos anos. Acho que sexo não é só penetração, tem que ter muito mais do que isso. O sexo começa de manhã quando você ganha um ‘bom dia’, aquele beijo gostoso que você recebe sem estar esperando ou teu marido chegar por trás e te abraçar. Sexo é interesse, é você ir se arrumar e se olhar no espelho e dizer ‘puxa ainda sou gostosa, ainda gosto de mim, ainda gostam de mim’. Aos 60, você não tem mais necessidade de fazer sexo, os hormônios não estão mais em ebulição e você pode escolher, degustar, fazer com mais calma, com mais paciência. E ser mais requintada, curtir mais determinada posição ou momento.”

Leila Cristina Jorge, 62, coach

 “Sexo tonifica, alegra”

Arquivo pessoal
A psicóloga Socorro do Prado Imagem: Arquivo pessoal

“O sexo hoje é menos intenso, mas bem melhor! A idade nos libera de aprisionamentos e preconceitos do passado e a troca com o parceiro decorre com mais tranquilidade e afetividade. Evidentemente, um corpo com dobras, gordurinhas, pode vir a interferir, a princípio. Quando jovem, não passamos por isso... São outras as dificuldades. Contudo, aprendemos gradativamente a nos aceitar, a nos acolher e a gostar da gente, e o outro, consequentemente, fará parte disso, também. Sexo é bom para manter a saúde física e emocional; tonifica, alegra, faz bem ao corpo e alma. Eu tenho um parceiro hoje, é casual, mas o único. É um bom parceiro de trocas, sexo e conversas. Mas a minha vida sexual nem sempre foi ativa, tenho três filhas e teve uma época em que as atribuições maternas e financeiras me dividiam. Depois de mais velha, com certeza, melhorou. Tenho menos compromissos e uma vida mais livre, saudável e autônoma. Hoje, com esse parceiro, não tem rotina. E é isso que mantém a chama acesa. Acredito que há sempre um espaço na vida para o sexo e o amor, seja lá como for.”

Socorro do Prado, 63, psicóloga

“Com o sexo me sinto viva”

“Sou divorciada e tenho um companheiro há sete anos. Minha vida sexual é ativa, com frequência de duas a três vezes na semana. Tenho um filho de 38 anos e nunca pausei minha vida sexual. Não tive ressecamento vaginal na menopausa, porque fiz reposição hormonal, mas vou te dizer que quanto mais você usa, mais lubrificada fica. A minha relação com o meu corpo é muito boa, assim como a minha autoestima. Temos que transformar a nossa cabeça, nos aceitarmos e nos enxergamos como lindas sempre. O sexo, para mim, é sempre prazeroso. Com o sexo me sinto viva. Não tenho limitações, pratico muito exercício, como alimentos naturais. Dizem que tenho aparência de 48 anos e energia também. Não saio para fazer sexo, a minha casa já tem uma que tem série de coisas, como uma banheira de casal. E o clima, acredito que é você mesma quem cria.”

Cinthia, 64, designer de joias


“Tenho um parceiro em cada continente”

Arquivo pessoal
"Por onde passo, encontro pessoas interessantes", diz Ana Maria Cardamone Imagem: Arquivo pessoal

“O orgasmo é muito importante para mim, é uma alegria na minha vida. Mas a frequência do sexo varia de acordo com o parceiro que encontro. O meu parceiro verdadeiro faleceu, sou viúva. A minha vida sexual com meu marido era maravilhosa. Quando ele morreu, fiquei de dois a três anos sem a menor vontade, porque aquele sentimento de perda era maior. Depois que a coisa começou a renascer. Sempre cuidei do meu corpo, faço ioga e tenho autoestima alta, não tanto quanto na juventude, mas gosto muito de dançar e posso dizer que tenho um corpo bonitinho. Hoje, digo que tenho um parceiro em cada continente. Gosto muito de viajar e por onde passo encontro pessoas interessantes. Tenho companheiros mais moços, que são mais ativos, e há os mais velhos, que podem ter problemas de ereção, então, o sexo é diferente. Com eles eu preciso de mais imaginação e até recorro a acessórios.”

Ana Maria Cardamone, 74, artista plástica


“Sexo hoje é bem melhor e mais consciente do que na juventude”

“Manter a vida sexual ativa é importante pelo simples fato de me sentir desejada e desejar meu parceiro. Sexo hoje é bem melhor e mais consciente do que na juventude. Com o tempo vamos aperfeiçoando. A vida sexual de um casal tem muitas mudanças, que dependem muito de como o casal vem se relacionando. Os ânimos são modificados e melhorados de acordo com as situações que também vão se alterando. Somo casados há 40 anos, temos duas filhas e nossa frequência sexual é de uma vez na semana. Para manter o desejo, não vejo a necessidade de usar acessórios, prefiro variar os lugares. Por exemplo, um lugar romântico, um vinho, carícias, massagem e, claro, o desejo de um pelo outro. Hoje nós dois trabalhamos, temos um tempo para os afazeres domésticos e lazer e um tempo para ficarmos a dois.”

Rejane, 64, psicóloga


Agradecimentos: sexólogas Nelly Kobayashi, Erika de Paula Ribeiro e Alyne Meirelles; Innuendo, boutique erótica.

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