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Violência contra a mulher

Mulher diz que passou por cesariana sem anestesia

Arquivo pessoal
Delphina Mota acusa hospital de fazer cesariana sem anestesia Imagem: Arquivo pessoal

Da Universa

05/08/2018 11h30

Uma mulher de 25 anos está processando um hospital da Califórnia, nos EUA, após, nas palavras dela, ser amarrada e ter sua filha através de uma cesariana de emergência sem anestesia. O processo que ela e o noivo movem foi registrado em San Diego. O caso aconteceu em novembro último, quando Delphina Mota, que é diabética, estava com mais de 41 semanas de gravidez.

No processo, Delphina relata que sua pressão arterial caiu e a obstetra que a atendeu não conseguiu encontrar a frequência cardíaca do bebê. A profissional então “convocou uma cesariana de emergência”, mas não conseguiu entrar em contato com o anestesista de plantão. Segundo a mãe da criança, quando estava na sala de cirurgia, ouviu a médica mandar seguir com o procedimento e pediu que sua equipe amarrasse a mãe.

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“De repente senti um corte no estômago… Uma sensação de queimação”, contou Delphina ao Union-Tribune.

Em sua rede social, Delphina respondeu a amigos que “foi um dia muito louco” e que “está começando a se recuperar”.

O noivo de Delphina e o pai da criança, Paul Iheanachor, de 35 anos, ficou no corredor e contou ao canal de notícias NBC 7 de Nova York que ouviu os gritos.

“Se alguém puser uma faca em seu estômago e te abrir, e colocar a mãos dentro de você e arrancar seu bebê, você vai saber. Eu apenas tentei me colocar no lugar dela ”, disse. "Só pensava em como seria ser estripado como um peixe", continuou.

Apesar da violência relatada, a menina, que recebeu o nome de Cali, passa bem.

O processo acusa os médicos do Centro Médico Tri-City em Oceanside de negligência médica, bem como agressão. Através de comunicado, o hospital disse que não poderia comentar o caso.