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Minha história

"Eu me casei aos 50 anos com o meu grande amor da adolescência"

Arquivo pessoal
Jurema e Roberto Imagem: Arquivo pessoal

Beatriz Santos e Rita Trevisan

Colaboração com Universa

04/08/2018 04h00

A professora Maria Jurema Rodrigues se apaixonou aos 13 anos de idade, mas foi proibida pelos pais de levar o namoro adiante. O romance foi retomado 30 anos depois. Hoje, ela garante que curte tudo o que não pode aproveitar na época da adolescência. “Até café na cama ele faz para mim. Acordo à noite e penso que estou sonhando”, diz. Conheça os detalhes dessa história. 

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“Quando nos conhecemos, eu tinha 13 anos e ele, 16. E foi realmente amor à primeira vista, a gente sentiu algo diferente desde esse dia, um sentimento que nunca mudou. Na época, estudávamos na mesma escola mas, como o colégio era de freiras, era tudo muito rígido, então, mal dava para conversar nos intervalos. Mas como morávamos perto e nossas famílias eram amigas, de vez em quando a gente conseguia dar umas escapadas, aí o namoro era pegar na mão e dar um selinho. Só isso! 

Lembro que o nosso primeiro beijo nós demos no aniversário da minha irmã, saímos os dois juntos para comprar abacaxi e, no caminho, não resistimos! A gente realmente se gostava e, logo, começamos a namorar, ficamos um ano e meio juntos. Só que meus pais não aprovavam o namoro, porque eu era uma menina muito estudiosa e ele era da turma da bagunça, então, eles achavam que ele ia me influenciar. Depois da decisão dos meus pais, ainda namoramos mais um pouco escondido, mas logo eles descobriram e me fizeram prometer que íamos nos separar definitivamente. E assim foi feito, porque eu tinha muito respeito por eles, sabe.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Eu e o Roberto continuamos nos vendo, mas ele teve outras namoradas e, quando chegou na fase do Ensino Médio, acabou mudando de escola. Até que um dia recebi a notícia de que ele ia se casar. Foi um choque, fiquei muito triste e lembro que falei: ‘Não, eu vou casar primeiro’. E assim foi, me casei com 17 anos e segui minha vida. Quando estava com 31, nos reencontramos. Ele estava casado, com um casal de filhos, e eu também, grávida da minha filha. Então, apenas nos abraçamos e conversamos um pouquinho, mas só.

Alguns anos depois, eu me separei, mas nunca mais o procurei, pois achava que ele estava casado. Dei aula para uma sobrinha dele, encontrei o pai dele em um casamento mas, por capricho do destino, não nos reencontramos pessoalmente. Só voltamos a nos falar há 10 anos, na casa da minha irmã, e olha só que curioso: era a festa de aniversário dela! De novo! Eu lembro que eu estava na academia e minha sobrinha me ligou falando: ‘Você não acredita quem está aqui na cidade!’. Na mesma hora, o coração já acelerou, ela nem tinha dito o nome e eu já sabia que era ele.

Na semana desse aniversário, eu virei adolescente de novo, os dias não passavam, eu não conseguia controlar minha ansiedade. Ele chegou e meu coração foi parar na boca, principalmente quando ele falou que também estava solteiro. Conversamos a noite toda, mas não chegamos nem perto de matar a saudade. Naquela noite mesmo, a gente decidiu que ia voltar a namorar. Na mesma semana, ele foi pedir para os meus pais e, dessa vez, eles deixaram! Nesse recomeço, a gente viveu tudo o que não tinha vivido na época do colégio, com direito a muito romance, namoro e, claro, café na cama!

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Eu lembro que às vezes eu acordava de madrugada e ficava olhando pra ele e pensando: será que eu tô sonhando? Aquilo era tudo que eu mais queria na vida! Na verdade, eu nunca desisti do meu grande amor. Mesmo quando estava com outras pessoas, eu falava para a minha filha que se não fosse nessa vida, seria em outra que nós ficaríamos juntos, não importava quando ou onde. Mas tive a sorte de passar por isso agora. Neste ano, oficializamos nossa união em uma igreja e, daqui a cinco anos, combinamos de renovar os votos, em uma praia.

Hoje, sempre que as minhas alunas vêm conversar comigo sobre um fim de relacionamento, eu conto a minha experiência. E aviso que o tempo é o melhor remédio e o que tiver que ser, será!”

Você também tem uma história para contar? Ela pode aparecer aqui na Universa. Mande um resumo do seu depoimento, nome e telefone para minhahistoria@bol.com.br. Sua identidade só será revelada se você quiser.

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