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Direitos da mulher

País tem 1 milhão de abortos induzidos ao ano, diz Ministério da Saúde

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Imagem: iStock

Marcos Candido, em São Paulo

03/08/2018 15h36

O Brasil registra um milhão de abortos induzidos ao ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A informação foi compartilhada na audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) que discute a descriminalização do aborto até a 13ª semana.

“Uma em cada cinco mulheres já fez aborto no país. A estimativa, do Ministério da Saúde, é que nós temos, por ano, cerca de 1 milhão de abortos induzidos. O procedimento inseguro leva a mais de 250 mil hospitalizações no Sistema Único de Saúde ao ano. Isso gera 15 mil complicações e cinco mil complicações extremamente graves, de quase morte”, revelou a médica e representante da instituição Maria de Fatima Marinho de Souza.

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A partir de dados de mortalidade, o órgão também afirmou que 203 mulheres morreram devido a complicações de abortos induzidos em 2016

Segundo Maria, o número faz parte de uma investigação na base de dados do Ministério da Saúde, que verificou folhas de pagamento de hospitais públicos, conveniados ou particulares a níveis municipais, estaduais e federais. A investigação utilizou também atestados de óbito e pareceres médicos

Dados serão divulgados

Contestada pelos demais expositores, a representante do Ministério afirmou que o passo a passo da análise será aberto ao público em breve.

A fala do Ministério da Saúde afirmou não entrar no “mérito” da questão debatida entre representantes contrários e favoráveis ao aborto. Além desta sexta (3), o debate continua e se encerra na segunda (6). A audiência não é aberta para votos, mas para instruir os ministros do STF a julgar a ação de descriminalização pedida pelo PSOL.

Além da relatora e ministra do STF Rosa Weber, a mesa de ministros começou nesta manhã composta pela presidente do STF Cármen Lúcia, pelo ministro Luis Roberto Barroso, do STF, Grace Mendonça, advogada-geral da União e Luciano Mariz Maia, vice-procurador geral da república. Lúcia e Barroso acompanharam parte da discussão. No período da tarde, a mesa recebeu o ministro do STF Ricardo Lewandowski.

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