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Mulheres representam 71% das vítimas da escravidão moderna no mundo

Mario Tama/Getty Images/AFP
Imagem para uso em chamadas sobre trabalho escravo, escravidão, semiescravidão, trabalho forçado; midia Imagem: Mario Tama/Getty Images/AFP

Da Universa, com agências*

26/07/2018 13h23

Cerca de 40,3 milhões de pessoas em todo o mundo foram submetidas a atividades análogas à escravidão em 2016, segundo um relatório Índice Global de Escravidão 2018, publicado pela fundação Walk Free e apresentado na ONU na semana passada. De acordo com o documento, 71% das vítimas são mulheres, enquanto 29% são homens.

Das 40,3 milhões de pessoas afetadas, 15,4 milhões estavam em casamentos forçados, enquanto 24,9 milhões se encontravam em condições de trabalho escravo. A Ásia representa 62% da estimativa global de pessoas em regime de escravidão.

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Indústria da moda é vilã

Segundo o documento, a indústria da moda é a segunda com mais produtos em risco de ser produzidos pela escravidão moderna. A produção de roupas, acessórios e sapatos só perde para a indústria de tecnologia, na produção de smartphones, laptops e computadores. Abaixo dela, estão as áreas pesqueira, a de cacau e a de cana.

Coreia do Norte é o país com maior taxa de pessoas em condições análogas à escravidão. Em números absolutos, Brasil lidera na América Latina, coim quase 370 mil pessoas em situação análoga a escravidão, enquanto Índia encabeça a lista mundial.

Completam o ranking dos países com maior percentual de escravidão moderna em relação à própria população a Eritreia (93 para mil), o Burundi (40 para mil), a República Central Africana (22 para mil), o Afeganistão (22 para mil), a Mauritânia (21 para mil), o Sudão do Sul (20,5 para mil), o Paquistão (17 para mil), o Camboja (17 para mil) e o Irã (16 para mil).

Como é feito o relatório

O Índice Global de Escravidão utiliza pesquisas de referência no mundo para estimar a prevalência da escravidão moderna em mais de 160 países. A Walk Free define escravidão moderna como qualquer situação de exploração que uma pessoa não pode deixar por causa de ameaças, violência, coerção, abuso de poder ou enganos.

(*Com Deutsche Welle e EFE)

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