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Alopecia feminina: prevenção é remédio contra calvície; saiba como tratar

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A atriz Jada Pinkett Smith fala abertamente sobre como trata a alopecia Imagem: Getty Images

Geiza Martins

Colaboração para Universa

06/07/2018 04h00

Já ouviu falar em alopecia? O termo que parece um palavrão representa um dos piores pesadelos estéticos do ser humano: a queda de cabelo. Por mais que esse seja um tema mais comum no universo masculino, ele também está na agenda de debates das mulheres.

Afinal, a alopecia pode se tornar um obstáculo entre você e o cabelão que você tanto deseja bater por aí.

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Para complicar, há vários tipos e causas, e muitos delas são mito. Há quem diga que penteados muito apertados podem gerar calvície.

Quem quer fugir dela precisa conhecer os tipos de tratamentos existentes. Desde já, vale dizer que o tempo faz diferença e que prevenção é a melhor forma de combate. Por isso, se percebeu algo de errado, corra já para o dermatologista.

O que é?

Cientificamente falando, alopecia é a redução parcial ou total de pelos ou cabelos em uma determinada área de pele. Segundo Adriano Almeida, médico professor de Dermatologia, tricologista e Diretor da Sociedade Brasileira do Cabelo, devemos ficar atentas aos sinais, que são quedas de mais de 150 fios diários. "Há também afinamento e rarefação dos cabelos do topo da cabeça e aumento de oleosidade no couro cabeludo", explica.

As principais alopecias são a androgenética, eflúvio, areata. Complicou? Calma, nós explicamos quais são os sintomas e tratamento de cada uma delas.

Eflúvio

É uma das mais comuns entre mulheres. Ocorre por uma quebra no ciclo de vida capilar. Podemos notar principalmente pelo aumento do "bolo" de fios que cai no chuveiro ou que fica na escova.

Causa: Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o eflúvio se divide em dois tipos, sendo agudo e crônico. O primeiro deles está associado a alguma situação que aconteceu três meses antes de ocorrer a queda. "O período de preparo para a queda dura de dois a três meses e os fios se desprendem ao final desse ciclo".

Já o crônico é perceptível pela forma do cabelo, que tem mais volume na base e menos no comprimento. Os fios caem bastante, o que é bem parecido com a aguda. A diferença está a longo prazo, pois ocorrem ciclos de queda e aumento de fios que podem ocorrer até duas vezes ao ano.

Tratamento: A boa notícia é que o eflúvio tem uma duração média de dois a quatro meses. Se não houver nenhuma outra doença junto, ele melhora de um dia para o outro. De acordo com a SBD, o tratamento só deve ser feito se a pessoa também tiver alopecia androgenética ou senil, sendo que essa última surge só após aos 60 anos.

Alopecia Androgenética

Essa também é conhecida como calvície feminina. Geralmente, há um histórico familiar - se você é de uma família de cabeludos, isso é mais difícil de acontecer, ok? A queda nem sempre é forte, como ocorre com eflúvio. "A alopecia androgenética feminina pode ser silenciosa demorando meses ou até anos para ser notada", afirma Adriano.

Causa: De acordo com o tricologista, é causada pela ação da dehidrotestosterona (DHT), uma porção da testosterona, hormônio produzido também pelas mulheres. "O DHT age na região do ápice da cabeça atrofiando e gerando a queda de cabelos", explica.

Tratamento: quanto antes buscarmos, melhor o prognóstico. "Nos casos iniciais a reversão pode ser completa, porém em casos tardios isso não ocorre e os tratamentos buscam apenas evitar a piora", comenta.

Sobre a prevenção, ele afirma: "em pacientes jovens, pode ser feita com o uso de anticoncepcionais associada a uma loção capilar, por exemplo, e nos casos mais severos lança-se mão de medicamentos via oral e até injetáveis no couro cabeludo".

Alopecia areata

Sabe aqueles tufos de cabelo que caem? É a areata, cujo sintoma é a perda brusca de cabelos em áreas arredondadas, deixando a pele é lisa. Se você tocar nos fios ao redor, dá perceber que eles caem facilmente se puxados. Há casos de 100% da queda dos fios, porém são mais raros e ocorrem somente em 5% das pessoas.

Causa: é uma doença inflamatória que mantém inativos os folículos pilosos (cavidade por onde nasce o fio).  Ocorre devido a fatores autoimunes, mas pode ter agravamento devido a estresse, ansiedade e outros desvios emocionais. 

Tratamentos: o objetivo é controlar e reduzir as falhas, evitando o aparecimento de novas casos. Segundo a SBD, há diversos tipos, como medicamentos tópicos como minoxidil, corticoides (inclusive injetável) e antralina, que podem ser associados a tratamentos mais agressivos como sensibilizantes (difenciprona) ou metotrexate. É preciso que o tratamento siga até que a doença desapareça.

Alopecia fibrosante frontal

Essa é irreversível, portanto, esteja atenta. Ocorre quando, do nada, parece que sua testa cresceu devido a perda progressiva de fios na linha anterior ao cabelo (as sobrancelhas também sofrem, viu?). Ela é relativamente nova, já que foi descrita pela primeira vez só em 1994. Algumas pessoas dizem que a região coça ou que sentem dor.

Causa: ainda não se sabe o motivo exato. Porém, é sabido que as mulheres são mais atingidas após a menopausa. Os fios caem justamente porque ocorre uma inflamação no couro cabeludo que acaba destruindo o folículo piloso e daí, bye-bye, cabelo.

Tratamento: consiste basicamente em medicações. Agora, nem é preciso dizer que se você percebeu um aumento na sua testa, está na hora de correr para o dermato. O profissional consegue estabilizar a doença se o diagnóstico for precoce.

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