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Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank fazem campanha contra youtuber: "racista"

Felipe Panfili/Divulgação
Giovanna Ewbank, Bruno Gagliasso e a filha, Titi, de 5 anos Imagem: Felipe Panfili/Divulgação

da Universa, em São Paulo

03/07/2018 12h22

Os atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank se posicionaram contra Júlio Cocielo após o youtuber ter feito uma série de comentários considerados racistas no último sábado (30).

Após a partida entre França e Argentina pela Copa do Mundo, o influenciador digital comentou a performance do jogador francês Mbappé, de origem camaronesa e argelina, no Twitter.

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Reprodução/Instagram
Os comentários de Júlio Cocielo sobre o jogador francês Mbappé geraram revolta nas redes sociais Imagem: Reprodução/Instagram

Diante dos comentários de Júlio, o casal de atores compartilhou textos da jornalista e ativista Bela Reis e da também atriz Samara Felippo, que se indignaram com o tom do youtuber.

O apelo de Gagliasso

"Você tem noção do que são 11 milhões e 200 mil pessoas?", pergunta o texto compartilhado por Gagliasso e que faz referência ao número de pessoas que seguem Júlio Cocielo.

"É a população inteira da Bélgica", responde.

"É um milhão a mais do que a população de Portugal. São 143 Maracanãs lotados. São todas as pessoas que ainda estão apoiando diretamente um influencer assumidamente racista. Temos que cobrar posicionamento das marcas que o patrocinam, é claro. Mas são os outros famosos que ainda o seguem e, principalmente, as pessoas comuns, anônimas, que verdadeiramente me preocupam. Apoiar uma pessoa racista é ser conivente, sim", afirma.

"Preconceito não se combate sozinho. Vamos precisar de todo mundo. A mensagem precisa ser clara e direta. Num mundo digital em que seguidor significa dinheiro e carreira, a gente precisa entender a importância do boicote. Principal instrumento de revolução de Martin Luther King Jr, nos anos 60, nos Estados Unidos da segregação racial, durante o Movimento dos Direitos Civis".

"As marcas só chegam até essas pessoas porque elas têm audiência, visibilidade, constroem um público que interessa para as empresas atingir. A responsabilidade é de todos. Precisamos, é claro, cobrar as marcas mas também precisamos chamar atenção dos outros famosos que seguem/dão like/fazem parceria com essas pessoas racistas, machistas, LGBTfóbicas e gordofóbicas. É obrigação de todos nós constranger e vigiar nosso círculo social. Educação antirracista não é somente pra criança, racismo não tem idade. A hora de aprender e ensinar é agora".

"Vão lá no perfil (que eu me recuso a marcar aqui), vejam quem dos seus amigos e influenciadores favoritos seguem a pessoa e puxem a orelha de todo mundo. Na internet, seguidor é visibilidade e dinheiro. Não basta só cobrarmos as marcas, até porque daqui a pouco aparecem outras empresas com memória curta. A forma de colocar no ostracismo e minar a popularidade é fazendo quem que essas pessoas percam seu público, a grande propulsora do trabalho delas", cobra.

Não é um caso isolado. Não foi o primeiro, não será o último. A gente precisa atuar com quem realmente movimenta essa máquina: a audiência. Racismo é um problema de todos nós".

Giovanna também se posicionou

Já a atriz e apresentadora compartilhou também uma série de tuítes antigos de Júlio Cocielo com o mesmo teor e que voltaram a circular nas redes sociais após o caso.

"Odeio ter que postar coisas tão repugnantes e tristes como essas, mas é necessário! Ainda fico chocada como podem existir pensamentos como desse tipo de pessoa", afirmou Giovanna. "Isso não é uma brincadeira e nunca foi! Isso é racismo", alertou.

Ela ainda continuou com o texto de Samara:

"Nessa era de youtubers, eu já disse aqui o pânico que tenho da influência que nossas crianças e adolescentes sofrem. Esse Cocielo eu nunca segui, talvez por isso nunca chegou a mim os milhares de tuítes racistas, machistas, misóginos que ele escreveu". Alimentando o ódio contra as minorias, alimenta preconceito, faz piadas com crianças negras e ainda é 'influenciador digital'".

"Medo, muito medo do nosso caminho pensando nesses 'influencers' que sequer conseguem enxergar a sociedade que vivem. O que eu desejo, Cocielo, é que você, assim como essa era de influenciadores digitais tão queridos, reflitam e exerçam esse dom num lugar de sabedoria e bem ao próximo. Pelo futuro de uma geração. Por uma sociedade mais igualitária, menos homofóbica, racista, machista, intolerante", escreve.

"Nos ajude, você pode! Eu tenho esperança. Mas é preciso falar! A luta é diária para que isso acabe! Não é piada! Nem “antigamente” era piada! Nunca foi e nunca será piada!", concluiu.

Diante da repercussão do caso, Júlio Cocielo também usou o Twitter para responder:

Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso frequentemente denunciam casos de racismo desde que a filha, Titi, de 5 anos, foi alvo de uma série de ataques da também influenciadora Day McCarthy, em 2017.