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Diversidade

Pela 1ª vez, Suazilândia enfrenta conservadorismo e celebra o orgulho LGBT

AFP
Primeira marcha pelos direitos LGBT do país, na capital Lobamba Imagem: AFP

Da Universa

02/07/2018 16h29

A Suazilândia foi a última monarquia absolutista da África e, com isso, é um dos países mais conservadores do continente. Pois no último sábado (30), os moradores da capital Lobamba enfrentaram as tradições (e a lei) e celebraram pela primeira vez uma Parada do Orgulho LGBT por lá. 

Com o lema "Transformemos o ódio em amor", a ocasião reuniu cerca de 500 pessoas em ações festivas, como dança e canto, mesmo relações homoafetivas sendo proibidas no país. 

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O desfile foi organizado pela ONG internacional pró-direitos LGBT All Out, que viabilizou recursos via financiamento coletivo. 

"A comunidade e seus aliados pintaram as ruas do país do arco-íris com uma marcha preciosa e colorida que explodiu de alegria", disse Matt Beard, diretor da All Out, à EFE, após o fim da manifestação. 

Durante o evento, organizações sanitárias distribuíram camisinhas, informações sobre HIV e testes de detecção -- na Suazilândia, uma em cada cinco pessoas está infectada pelo vírus da Aids, de acordo com dados da Onusida de 2017. 

Na África Subsaariana, região que compreende 47 países, relações homoafetivas são permitidas em apenas 21 deles, como África do Sul, República Democrática do Congo, Chade, Ruanda e Costa do Marfim.

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