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Insatisfeita com moda gestante, designer cria lingerie sexy para grávidas

Léo Barrilari/Lilibee
Imagem: Léo Barrilari/Lilibee

Dinalva Fernandes

Colaboração para Universa

28/06/2018 04h00

Até engravidar da primeira filha, a designer de produto Daniele Mataresi, 35, não reparava em como a moda gestante era limitada em estilo. Decepcionada por não encontrar nada bonito ou elegante nas lojas, teve a ideia de criar peças que deixassem as futuras mamães confortáveis, sem esquecer a sensualidade.

Não é porque ela virou mãe que deixou de ser mulher para vestir roupas de mau gosto

Leo Barrilari/Divulgação
Imagem: Leo Barrilari/Divulgação

Foi a partir daí que projetos de home theater e salas modernas deram lugar a poltronas, mantas e berços. “O maior problema foi a busca pelo enxoval. As marcas pensam muito nas roupas e acessórios para os bebês, mas esquecem da mãe. Os pijamas só tinham um botão e as vendedoras diziam que era para amamentar, além de serem horrorosos. A lingerie era bege, feia, sem acabamento. Quando encontrava peças melhores, o preço era absurdo”, reclama.

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Daniele conta que a experiência de entrar grávida em uma loja de lingerie é péssima. “Você está cheia de expectativas vendo as peças lindíssimas, mas, quando pede algo para você, a vendedora te leva para o fundo da loja para te mostrar só sutiã bege de algodão que desbota. Poxa, eu queria algo mais bonito”.

Com a falta de opções, a empresária pensou em criar peças mais sensuais, com rendas, por exemplo, e, junto com o marido, Fabio Branco, decidiu abrir sua primeira loja no início de 2011.

Leo Barrilari/Divulgação
Imagem: Leo Barrilari/Divulgação

“Com a enxurrada de hormônios, a mulher se sente feia e o corpo muda muito. Ela não se reconhece mais no espelho, se sente feia e inchada. Por isso, a lingerie e o pijama para amamentação devem exaltar a beleza da mulher para que ela se sinta bem neste momento em que é cobrada para estar plenamente feliz”, desabafa.

A pedido das clientes, Daniele montou também uma coleção de peças de roupa coringa, que a mulher pode usar do início da gravidez até o fim da amamentação, ou seja, por cerca de dois anos. “A gestante tem dificuldade de achar roupa nessa fase, e não vale a pena paga caro por uma roupa que vai usar por poucos meses. Então, lancei a coleção de peças coringa e um e-book que a ensina a fazer mais de 100 combinações. A ideia é ficar confortável sem deixar de se sentir bonita”.

As únicas peças voltadas para os bebês são as roupas de saída da maternidade. A designer conta que, como algumas mães pediam para emoldurar as roupinhas para guardar de lembrança, ela decidiu colocar em algumas peças cristais Swarovski, que podem ser usados como pingentes.

Quartinho 3D

Leo Barrilari/Divulgação
Imagem: Leo Barrilari/Divulgação

Outro problema era montar o quarto do bebê. “Visitei mais de 30 lojas até encontrar algo que cabia no meu bolso. Por isso, a ideia da loja é atender a mãe de forma completa, desde o projeto do quarto até as roupas que ela usará da gravidez ao fim da amamentação.”

Na parte de projeto do quarto, a futura mamãe pode levar as medidas e, junto com a designer, fazer o projeto em 3D, além de comprar os móveis no próprio estabelecimento ou em algum de sua escolha. Um quarto pode custar entre R$ 5 mil e R$ 20 mil, dependendo do tamanho e dos móveis escolhidos. Já na parte de vestuário, há peças de lingerie que custam a partir de R$ 35 (calcinha), R$ 38 (camisola) e R$ 98 (sutiã).

Expansão do negócio

Leo Barrilari/Divulgação
Imagem: Leo Barrilari/Divulgação

Com quatro lojas Lillibee e o e-commerce, o casal decidiu transformar o negócio em franquia em 2017, ano em que faturaram R$ 9 milhões. A busca por parceiros na Grande São Paulo e no interior do Estado começou no mês de março de 2018. A expectativa da dupla é abrir 50 unidades. “Mais para frente, queremos expandir para o Rio de Janeiro."