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Direitos da mulher

Britânica enfrenta críticas por cobertura da Copa: "prefiro ouvir um homem"

Maddie Meyer/Getty Images
Vicki Sparks narra o jogo entre Portugal e Marrocos na Copa do Mundo Imagem: Maddie Meyer/Getty Images

da Universa, em São Paulo

28/06/2018 12h22

A jornalista Vicki Sparks fez história na TV britânica este mês por se tornar a primeira mulher a narrar um jogo da Copa do Mundo. Mas, junto a essa conquista, chegou uma repercussão discriminatória de seu trabalho.

Jason Cundy, ex-zagueiro do Chelsea e do Tottenham, afirmou no programa de tevê da emissora ITV "Good Morning Britain" na segunda (25) que a profissional tem um "timbre de voz muito agudo".

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"Prefiro ouvir vozes masculinas quando estou assistindo futebol. Noventa minutos de um tom estridente não é exatamente o que gosto de ouvir. E q uando há um momento de drama, o que é comum no futebol, aquele momento precisa ser conduzido com uma voz um pouco mais baixa", queixou-se.

Segundo ele, sua observação é apenas "uma preferência pessoal". No entanto, o apresentador Piers Morgan fez questão de rebater as motivações de Jason, após uma comparação ao vivo entre os timbres de sua voz e da jornalista Vicki Sparks.

"Seu incômodo parece ser porque elas têm vozes muito agudas, apesar de a sua ser tão aguda quanto [a dela]. O que faz de você um porco sexista". 

Desde então, Jason Cundy pediu desculpas formais por seus comentários através do Twitter.

 "Eu quero me desculpar sinceramente pelos comentários que fiz no "Good Morning Britain". Eu acabei percebendo o quanto [eles foram] tolos e sem propósito e como eu mereci as críticas que recebi", escreveu.

Ele ainda continuou se explicando em uma série de tuítes:

"Há momentos em que você tem que se levantar e admitir que está errado e foi um idiota — e este é definitivamente um destes momentos. Não havia espaço para estas atitudes ofensivas em relação às comentaristas".

Susanna Reid, outra apresentadora do "Good Morning Britain", ainda respondeu sarcasticamente aos comentários de Jason. "Deus nos livre que uma mulher possa falar por 90 minutos, né?".