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Direitos da mulher

Manuela D'Ávila é interrompida 8 vezes mais que Ciro Gomes no "Roda Viva"

Da Universa

26/06/2018 12h58

Entrevistada pelo programa "Roda Viva", da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (25), a pré-candidata à presidência pelo PCdoB e deputada federal pelo Rio Grande do Sul Manuela D'Ávila enfrentou um problema bem conhecido das mulheres: a interrupção de sua fala.

A contagem da campanha "Deixa Ela Falar" mostrou que, em 90 minutos de programa, Manuela foi interrompida pelos entrevistadores 62 vezes. 

O número é quase oito vezes maior que o número de interrupções sofridas por Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT e entrevistado no mesmo programa, em 28 de maio.

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Na internet, mulheres definiram o que aconteceu com a deputada federal usando o termo "manterrupting" (junção das palavras "homem" e "interrupção", em inglês), que é a prática de homens interromperem o raciocínio ou fala de uma mulher, sem deixá-la concluir. 

Um dos momentos de interrupção mais evidentes do programa foi protagonizado por Frederico Dávila, assessor de Jair Bolsonaro, que também é deputado federal e pré-canditado à presidência pelo PSL. 

Ele perguntou a Manuela se ela era a favor da castração química de estupradores (proposta de Bolsonaro) e, antes de passar a palavra à entrevistada, já respondeu à própria pergunta e emendou um longo discurso sobre o tema, citando inclusive que cultura do estupro não existe.

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