menu
Topo

Direitos da mulher

U.S. Open anuncia que atletas não serão penalizadas por licença-maternidade

AP Photo/Ben Curtis
Serena Williams Imagem: AP Photo/Ben Curtis

da Universa, em São Paulo

24/06/2018 10h46

O U.S. Open, o torneio do Grand Slam do tênis também chamado Aberto dos EUA, fez um anúncio importante na sexta-feira (22): sua organização não mais penalizará atletas que estão retornando ao esporte após a licença-maternidade, como aconteceu com Serena Williams.

A antiga nº 1 do mundo caiu para a 451ª posição do ranking da Women's Tennis Association (Associação de Tênis Feminino) depois de se tornar mãe de Alexis Olympia em setembro de 2017.

A queda a colocou frente a frente com oponentes de alto desempenho nas primeiras etapas do Aberto Francês, provocando sua eliminação precoce e prejudicando sua recuperação de performance em quadra.

Veja também

Por isso, a pioneira mudança de posicionamento do Aberto dos EUA protege a posição das atletas e dá a elas condições semelhantes de disputa de quando elas deixaram suas raquetes de lado para dar à luz.

"É a coisa certa a se fazer por estas mães que estão voltando. Nós mostramos que temos sido líderes por décadas, da premiação financeira igualitária à atitude que estamos tomando hoje", afirmou a presidente da Associação de Tênis dos Estados Unidos, Katrina Adams, ao jornal "The New York Times".

"Nós somos comprometidos com justiça social e igualdade e esta é, definitivamente, uma situação [que pede] igualdade. Acreditamos que é uma boa mensagem para nossas atuais jogadoras e para as futuras: 'é ok ser mulher, se tornar mãe e voltar ao seu trabalho'".

Ela ainda afirmou que forçar uma jogadora a voltar de sua licença-maternidade em uma posição inferior àquela da qual ela partiu seria como pedir a uma executiva que retornasse de sua licença para um cargo de estagiária.

"Serena Williams é, sem dúvida, a maior jogadora que já entrou em quadra, com 23 títulos de Grand Slam. Ela merece o respeito de ser colocada em sua posição", concluiu sobre o caso.