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Segurar o orgasmo para um prazer mais intenso dá certo; elas explicam como

Getty Images
Imagem: Getty Images

Carolina Prado

Colaboração para Universa

05/06/2018 04h00

Homens já estão acostumados com isso. Mulheres, nem tanto. mas aproximar-se do orgasmo e impedi-lo, repetidamente, provoca um gozo mais intenso para elas, também. Como fazer isso? É preciso testar os movimentos e o tempo de pausa em cada tentativa até encontrar a combinação que dá mais prazer para você. para ajudar nessa tarefa, Universa falou com seis mulheres, que contam, a seguir, o que funciona para elas.

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Gozo mais intenso

"Eu me masturbo diariamente desde 2010, por isso, observei que depois de um tempo o orgasmo já não era mais o mesmo, a intensidade tinha se tornado fraca. Foi quando resolvi testar algumas modificações, uma delas foi controlar o orgasmo. Quando sinto que estou próxima, eu não toco mais na vagina, porque ela está sensível e qualquer toque pode fazer com que eu goze. Eu espero a sensação passar –mudo até os pensamentos estimulantes. Quando retorno, eu toco onde eu estava estimulando e se vejo que ainda está excitado eu mudo a área, por exemplo, deixo o clitóris e toco os lábios. Agora, se observo que a área já não está tão excitada eu volto a tocar na mesma região. Gosto de alisar o clitóris, eu passo o dedo de forma bastante leve repetida vezes. Ou às vezes eu uso a técnica do belisco. Belisco o clitóris de forma bem leve fazendo movimentos para cima e para baixo. A sensação é ótima. Não consigo controlar durante a penetração, inserindo o dedo ou com algum brinquedo. E também só dá para fugir do orgasmo até 3 vezes, mais do que isso eu não consigo me controlar e gozo. E também, na quarta vez, a intensidade do gozo é mais fraca para mim". Francine, 27, professora

Pausa de 5 minutos

"Eu só fui conhecer a técnica quando eu abri uma loja de produtos eróticos. O negócio foi me ajudando a ter mais conhecimento em sexualidade. A primeira vez que tentei foi bem estranho, não consegui relaxar pela preocupação em tentar controlar. Mas fui melhorando com o tempo. A prática leva a perfeição, né? Fui me conhecendo melhor, conhecendo mais meu corpo e a capacidade dele. O meu tempo de recuperação é longo, conto uns 5 minutos para voltar a me estimular. Sei que tem gente que demora menos, mas é assim que meu corpo funciona. É mais fácil controlar sozinha, mas também já fiz a dois. Eu orientava quando ele deveria parar ou diminuir o ritmo. Novamente, as primeiras vezes foram estranhas, mas depois ele também começou a controlar o orgasmo dele, o que resultou em muito mais tempo de sexo. Controlar te deixa mais preparada para orgasmos longos e intensos, a sensação é incrível, de algo que durava pouco (quando acontecia) a algo mais intenso e prazeroso". Jennifer, 27, professora

O "quase lá" é o melhor

"Soube da técnica dois anos atrás. Testei sozinha (porque nunca tive orgasmo a dois) e deu certo. Curti, porque eu tive aquela sensação de estar ‘quase lá’ mais vezes e, para mim, essa é a melhor parte do orgasmo. Eu não acho que o orgasmo fica mais longo, mas fica um pouco mais intenso. Eu espero a sensação passar para recomeçar - ela passa bem rápido, se eu espero muito perco todo o meu trabalho e tenho que começar tudo de novo. Ao voltar, estimulo outras áreas, como lábios menores. Só depois vou pro clitóris. Se eu for direto não consigo controlar tanto. Muitas meninas, em grupos na internet, falaram que conseguiam orgasmos múltiplos com essa técnica, eu só consigo um mesmo". Julia, 23 anos, estudante

Medo do xixi

"A minha primeira tentativa de controlar o orgasmo não deu certo, não consegui segurar e gozei. Só depois de algumas tentativas é que consegui. Gostei da sensação, mas não quis ir até o final, porque fiquei com medo de fazer xixi. Depois de um tempo descobri que essa sensação do xixi era normal e não é verdadeira – você não faz de fato. Um dos motivos que eu mais gosto de segurar o orgasmo é poder ter um mais longo e bem mais intenso. Sinto tudo girar e perco as forças quando termina. Ao parar, respiro algumas vezes pra sensação passar um pouco, mas não totalmente, e retomo o estímulo. Mas retomo no clitóris mesmo, de forma mais lenta, dificilmente vou para outras áreas. Na pausa eu prefiro não tocar muito, deixo a mão próxima e parada. Tem dias que consigo evitar uma quatro vezes, outros que muito mal consigo duas. Acho que depende do meu nível de excitação. Eu acostumei a fazer essa técnica, quando eu não faço, sinto um pouco de falta. Parece que o orgasmo não é tão bom. Eu já tentei no sexo a dois, mas achei complicado, porque eu conheço meu corpo e eu mesma fazendo sei onde tocar e quando parar e voltar. Já a dois eu tenho que dizer a todo momento o que ele deve fazer". Marina, 20, estudante

Pausa de segundos

"Na minha relação a dois é um pouco difícil de gozar, então, quando eu sinto que está chegando, eu simplesmente quero que aconteça. Mas quando eu estou sozinha eu sempre gozo, por isso, posso me dar ao luxo de parar e segurar o orgasmo. Eu dou uma parada de alguns segundos - é muito rápido - e mexo delicadamente em volta do clitóris. Quando sinto que está vindo novamente, eu paro mais uma vez por alguns segundos. Eu impeço no máximo três vezes. Aí, quando quero gozar, estimulo forte. Eu volto com o dedo mais forte no clitóris e eu sinto que o orgasmo é mais intenso. Não só uma explosão de prazer, mas também uma sensação de alívio, um fim para a agonia e ansiedade que estava sentindo. Até por isso, fica mais gostoso. A técnica só não funciona quando estou distraída ou com a cabeça ocupada com outros pensamentos, preciso estar bem relaxada". Olga, 25, estudante

Mais orgasmos

"Controlar repetitivamente dá origem a mais orgasmos, fico indo e voltando, sinto os orgasmos aos poucos, o que faz a sensação durar mais e, no fim, ser mais intensa... minha perna treme! Três maneiras que funcionam para mim: a primeira é controlar a respiração, respirar mais lentamente e fundo ou de forma bem ofegante; a segunda tem a ver com estímulo no clitóris, indo de rápido a devagar ou me mantendo longe do clitóris quando estou bem perto do orgasmo, mexendo nos grandes lábios, na região da virilha ou nos mamilos; a terceira forma é com vibrador de clitóris, vou mudando a velocidade do próprio vibrador e o modo como eu seguro ou mexo. Para retomar o estímulo, eu espero a sensação do ‘quase’ passar, então, volto ao que eu estava fazendo antes de ela vir de novo. Já tiveram vezes que eu perdi o orgasmo, porque demorei muito para voltar. Aí tenho que voltar a me masturbar do começo, às vezes com um pouco de ‘dedadas’ para deixar o clitóris descansar um pouco". Tânia, 19, estudante