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Russos ameaçam torcedores LGBT na Copa: "Serão perseguidos e esfaqueados"

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Torcedores LGBT são alvos de ameaças na Rússia Imagem: iStock

Da Universa

31/05/2018 16h31

A menos de um mês da Copa do Mundo, um cenário de intolerância toma conta da Rússia. Muitos hooligans, como são chamados torcedores violentos, estão ameaçando ingleses LGBT que pretendem ir ao mundial. 

O Pride In Football, grupo de torcedores LGBT, recebeu diversos e-mails que prometiam esfaquear homossexuais e transgêneros que estivessem na Rússia durante os jogos. As mensagens causaram alarde e foram encaminhadas à polícia.

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Segundo o portal de notícias britânico Mirror, o líder do grupo, Joe White, garantiu que todas ameaças foram levadas a sério. “Algumas pessoas disseram que, se nos encontrassem, nos esfaqueariam. Todos esses e-mails estão sendo investigados", explica.

Na semana passada, A Federação de Apoio ao Futebol do Reino Unido lançou um guia aconselhando torcedores LGBT a não demonstrarem afeto ou assumirem a sexualidade em público. 

A repercussão foi negativa, já que muitos torcedores entenderam que não poderiam nem mesmo dar as mãos durante os jogos.

Segundo White, as diretrizes precisam ser bastante cautelosas. Para ele, ninguém deveria ter que esconder a sexualidade durante o mundial. “Eu poderia voltar para o armário e fingir ser alguém que não sou, mas isso é um problema", disse. "Não faz sentido me esconder para incentivar a homofobia".

“Não significa que vou sair enfiando minha língua na garganta das pessoas. Estarei lá para assistir ao futebol e para viver o clima de Copa do Mundo”, concluiu.

A Rússia descriminalizou a relação homoafetiva em 1993, mas a sociedade permanece intolerante. Em 2017, ocupou a 48ª posição no ranking de 49 países europeus que lutam pelos direitos LGBT. No entanto, os ativistas ingleses esperam que o mundial seja uma oportunidade de promover direitos iguais.

“Se sentirmos que é seguro, teremos bandeiras de arco-íris nos estádios. Queremos mostrar aos torcedores que existem fãs do esporte que são LGBT e que eles têm direito de curtir como qualquer outro torcedor."