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7 passos para qualquer mulher ter o primeiro orgasmo da sua vida

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Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração com Universa

29/05/2018 04h00

Toda mulher é capaz de ter orgasmo, sozinha ou com alguém. E, exceto quando há alguma doença impeditiva, todo corpo feminino é apto a sentir prazer, com o próprio toque ou com o estímulo de outra pessoa. Por que, então, tantas mulheres sentem dificuldade em atingir o clímax?

Uma pesquisa divulgada em 2017 pelo Prosex (Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo) da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) concluiu que metade das brasileiras não consegue gozar nas relações sexuais.

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Segundo estatísticas mundiais, de 5% a 10% da população feminina jamais chegou lá. Só que esses tristes números podem ser revertidos, sim, com informação, rompimento com antigas crenças, mudanças de atitude e autoconhecimento.

Eis algumas ideias:

Acredite: os meios justificam os fins

O objetivo de qualquer transa é gozar, certo? Não necessariamente. O que acontece entre o início da sessão de preliminares e o "grand finale" do clímax também importa - e muito! - porque o sexo pode, precisa e deve ser prazeroso mesmo quando não há orgasmo. Ficar pensando o tempo todo se está prestes a chegar lá só vai deixá-la ansiosa e tensa. E essa preocupação pode acabar fazendo com que não aproveite nada e que obtenha o efeito contrário ao desejado.

É preciso repensar a educação sexual recebida

Em muitos casos, frases e conceitos sobre sexo durante a infância e adolescência podem repercutir negativamente na idade adulta, atrapalhando o prazer. É preciso ressignificar todas as repressões e noções limitantes e entender que o corpo é fonte de prazer, que sexo não é pecado, coisa do demônio ou determina o caráter de alguém. Para se sentir mais livre e plena, é necessário tirar a ideia de imoralidade da questão sexual.

Conhecer 100% as partes íntimas é fundamental

De acordo com Arlete Girello Gavranic, psicóloga e terapeuta sexual do Isexp (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática), em São Caetano do Sul (SP), é complicado sentir um orgasmo sem que a mulher saiba perfeitamente como são suas partes íntimas. "Diante de um espelho, o ideal é observar a genitália, tocar os pequenos e os grandes lábios, perceber sua textura e aprender a identificar tudo o que sente", fala a especialista, que diz que o estímulo no clitóris deve ficar sempre por último. "À medida que for mexendo nele, dá para notar uma maior lubrificação. Vale reparar também nas mudanças que ele sofre conforme a excitação vai crescendo, como ficar mais intumescido e avermelhado", completa.

Toda mulher precisa se apropriar de seu corpo

Embora estudos indiquem que 80% das mulheres obtêm o orgasmo com estímulos no clitóris, é essencial que sua excitação não se concentre apenas nos genitais. "A mulher precisa explorar o próprio corpo, se acariciar nas mais diversas partes, descobrir técnicas que possam provocar reações, sentir toques e massagens diferentes nos braços, no pescoço, nos mamilos... É bom sensualizar o corpo e tirar dele o máximo de prazer possível, inclusive identificando que tipo de carícia gosta de receber", afirma Arlete.

Masturbação, a peça-chave do orgasmo

De acordo com a pesquisa realizada pelo Prosex, 40% das brasileiras não têm o hábito de se masturbar. Para a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, consultora do site C-Date e fundadora da ABS (Associação Brasileira de Sexualidade), a masturbação é ótima para a mulher descobrir o que a leva a gozar: um movimento mais cadenciado e forte? Manipulações mais suaves? Movimentos circulares ou de cima para baixo, com pressão ou delicadeza? Ao identificar o que curte, é possível compartilhar com o par. "Minha recomendação, principalmente para quem nunca teve um orgasmo, é começar a experimentar o prazer solitário primeiro com os dedos e só depois, se desejar, partir para um vibrador. Com as mãos, a mulher pode se explorar melhor", conta Carla. Segundo a especialista, é bom apostar na masturbação em várias situações para a mulher percorrer todo o leque possível de experimentações: na banheira, no chuveiro, no sofá, vendo um filme picante, etc.

Cuidado com comparações e expectativas

O clímax de uma mulher não é igual ao de outra, assim como os orgasmos de uma mesma mulher são diferentes. A sensação varia de pessoa para pessoa, por isso não é bom cultivar ideias errôneas propagadas por filmes, livros e vídeos pornôs que sugerem espasmos alucinantes com fogos de artifício. Alimentar expectativas mágicas impede o reconhecimento do próprio prazer - e, importante repetir, ele tem múltiplas facetas. Algumas mulheres sentem uma espécie de "choque elétrico", outras relatam um comichão na área genital, há aquelas que experimentam ondas de calor subindo dos pés à cabeça... Há orgasmos incríveis, alguns sutis, outros bem "mais ou menos". É como foi dito no primeiro item: o percurso é que faz tudo valer a pena.

Desistir, jamais!

Conforme a experiência clínica de Arlete Gavranic, é comum que muitas mulheres entreguem os pontos e desistam de tentar alcançar um orgasmo por fatores que vão de medo, inseguranças relacionadas à autoimagem, repressão e até por receio de uma perda de controle na hora H. "Algumas consideram cansativo e estranho o processo da masturbação, mas é fundamental persistir, entender como funciona, aprender", conta.