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Diversidade

Não se arrisque; 10 países perigosos para LGBTQs quando a questão é viajar

Getty Images/iStock
bandeira lgbt com coliseu ao fundo, em roma Imagem: Getty Images/iStock

Léo Marques

Colaboração para Universa

28/05/2018 04h00

No mundo todo, segundo a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Homossexuais, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (ILGA), existem cerca de 70 países, incluindo destinos turísticos muito procurados, que enquadram os LGBT como criminosos caso sejam assumidos ou se exponham demais em público.

A intolerância é tamanha que as penas podem variar de deportação, prisão e até morte. Por isso, antes de escolher seu próximo destino, informe-se.

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Namíbia

Viajar para esse país africano, destino visado por amantes da natureza, requer cuidados. Por lá, não existem leis de proteção a homossexuais e como a sociedade é heteronormativa há a possibilidade de ser advertido ou até preso ao se expor demais em público. Já sair à noite para dançar e se divertir em bares e festas privadas é mais seguro, mas é bom estar em grupo.

Emirados Árabes Unidos

Dubai, que é o país mais procurado da região, costuma advertir e punir com deportação, prisão e mais raramente pena de morte LGBT explícitos ou que decidam, por exemplo, trocar carícias em público (o que também é proibido para heterossexuais). Como o país é islâmico, receptividade mesmo só nos hotéis internacionais, restaurantes e boates para ocidentais. 

Jamaica

Para visitar o país só sendo lésbica ou gay não assumido. É que os homossexuais que decidem sair do armário são perseguidos e os que mantêm algum tipo de relacionamento homo afetivo punidos com até dez anos de cadeia por “indecências grosseiras”. O preconceito é estimulado por todo o país, sendo que o turista LGBT só encontra tolerância mesmo dentro dos resorts.

Rússia

O país da Copa do Mundo 2018 não assume que criminaliza homossexuais, mas faz isso de forma velada. Existe por lá uma lei sancionada em 2013 que prevê multa e detenção para quem fizer “propaganda gay”: em outras palavras, organizar atos a favor da causa ou expor comportamentos “não tradicionais” em público, como beijar alguém do mesmo sexo. Mesmo assim, em Moscou e São Petersburgo há grande população 

China

Até 1997, manter relações homossexuais era crime e todo LGBT era tratado como doente. Hoje, a situação é menos pior. Embora boa parte da população chinesa encare os turistas homossexuais com certa desconfiança e até censure gays e lésbicas de aparecerem nos meios de comunicação, não existem mais leis severas para puni-los. Em grandes cidades como Pequim e Xangai existem até bares, casas de chá e boates destinados a esse público.

Maldivas

Se o turista LGBT não se revelar, não terá problema. É que nesse pequeno país localizado no oceano índico e formado por ilhas paradisíacas a lei que predomina é a sharia islâmica, que pune os homossexuais declarados com prisão que pode ser até perpétua. Hotéis de rede internacional costumam ser mais amigáveis, havendo em alguns deles até boates particulares e quartos destinados para casais gays. Porém, nas ruas a identidade deve ser preservada.  

Índia  

Apesar de ser permitido aos homens heterossexuais andarem no país de mãos dadas e em dupla, como um casal gay, é proibido se relacionar com o mesmo sexo e a pena para quem descumprir a lei é de 10 anos de prisão. Por ano, centenas de LGBT são presos. Em relação aos turistas, apesar de haver certa tolerância, não é bom se expor ou copiar os homens nativos.                                                     

Egito

Por ser um país de maioria mulçumana, a homossexualidade é enquadrada em leis contra ofensa moral e libertinagem. Por isso, se os LGBT, principalmente os casais, não forem discretos em seu jeito de ser podem ser extraditados ou presos. Até mesmo usar aplicativos de paquera e encontro gay em locais privados é perigoso, pois a polícia costuma se infiltrar neles para punir desavisados. 

Marrocos

Assim como no Egito, o governo desse país ao norte da África é extremamente conservador e religioso. Lá a homossexualidade é crime punível com prisão ou morte por apedrejamento caso o LGBT seja flagrado publicamente em atitudes de afeto com alguém do mesmo sexo. Apesar de não serem alvos fáceis como os nativos, os turistas devem se precaver e até mesmo apagar do celular fotos comprometedoras para evitar problemas caso sejam parados.

Tunísia 

A economia do país depende muito do turismo, por isso o estrangeiro homossexual é bem aceito, mas desde que não exponha muito sua sexualidade. Ao assumir-se ele pode gerar mal-entendidos e se demonstrar afeto por alguém do mesmo sexo em público pode pegar até três anos de prisão. Às vezes, a própria polícia chantageia e prende pessoas LGBT para extorqui-las.

Fontes: Operadora de turismo CVC; Associação Internacional de Gays e Lésbicas e sites de turismo voltados para LGBT: Viaja Bi!, Viajay e blog Nomadic Boys.