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Relacionamentos

6 "mocinhos" do cinema que nenhuma mulher deveria querer na vida real

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

15/05/2018 04h00

Controladores, obsessivos, stalkers, machistas, egoístas... Apesar disso, no cinema, eles parecem perfeitos. No mundo real, no entanto, descubra por que é bom fugir de caras como esses.

Christian Grey (Jamie Dorman), da trilogia "Cinquenta Tons de Cinza", "Cinquenta Tons Mais Escuros" e "Cinquenta Tons de Liberdade"

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Imagem: Divulgação

OK, ele é muito gato. E também sexy, gostoso e milionário. E o fato de curtir uma pegada sadomasô nas transas não é algo, assim, tão assustador para moçoilas que desejam algo mais selvagem na cama. O problema é que o empresário é um homem extremamente manipulador, controlador, que quer vigiar todos os passos de Anastasia Steele (Dakota Johnson), sua "eleita".  Sua obsessão é tão grande que ele chega a comprar o local onde ela trabalha para poder vigiá-la. No cinema, Christian pode até funcionar como um príncipe encantado dos sonhos. Na vida real, não passaria de um stalker dominador disposto a anular a personalidade da amada.

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Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt), de "(500) Dias com Ela"

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À primeira vista, Tom parece o namoradinho ideal. É romântico, atencioso, apaixonado. Porém, embora Summer (Zooey Deschanel) dê sinais o tempo todo de que entrou na relação apenas por curtição, ele não quer ver as entrelinhas. Aliás, não quer ver nem o que ela faz questão de mostrar em letras garrafais: não está apaixonada e só quer viver o momento. Ele se finge de morto e continua iludido. E porque quer investir no romance, não porque a moça é a vilã da história.

Mike Chadway (Gerard  Butler), de "A Verdade Nua e Crua"

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O "mocinho", na verdade, é um sujeito misógino e grosseirão. Eis algumas pérolas que o cara solta ao longo do filme: "homem adora ver mulheres comendo algo em formato de pênis", "orgasmo falso é igual risada falsa porque funciona", "cabelo curto não desperta ereção". Ao conhecer Abby (Katherine Heigl) ], produtora de um programa de TV, ele a identifica como uma solteira desesperada e decide ajudá-la a conquistar o vizinho. O filme lança mão de vários clichês machistas, como "mulher tem mais valor com um macho do lado" e "quando uma garota odeia um cara à primeira vista, é claro que os dois terminarão juntos". O filme é de 2009 e já caducou: em 2018, dificilmentre uma mulher empoderada daria bola para um tipo como Mike, mesmo ele ostentando o rosto de Gerard Butler.

Noah  Calhoun (Ryan  Gosling), "Diário de uma Paixão"

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Amado por dez entre dez fãs de filmes românticos, "Diário de uma Paixão" mostra a velha trama em que um cara que não tem onde cair morto se apaixona pela linda menina rica da cidade. O enredo é bonito e cativante, mas, na vida real, dificilmente uma garota cairia de amores pela versão jovem de Noah: trata-se de um rapaz arrogante, metido a besta e que aposta na chantagem emocional para conseguir o que quer. Para convencer Allie (Rachel McAdams) a topar um encontro, ele escala a roda-gigante em que ela está ao lado de outro cara e ameaça se jogar de lá de cima. Ela aceita, com medo, e ainda é obrigada a gritar para todo mundo que vai sair com ele. No cinema, ok. Na vida real: uma atitude masculina romântica ou uma deixa para registrar um boletim de ocorrência e pedir um mandado de distância mínima?

Nate (Adrian  Grenier), de "O Diabo Veste Prada"

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O namoradinho (assim mesmo, no pejorativo, propositalmente) de Andy Sachs (Anne Hathaway) parecia até legalzinho no início da história. Conforme a namorada passou a evoluir na carreira, porém, Nate se mostrou um verdadeiro embuste. Inconformado com os horários cada vez mais inflexíveis de Andy, que passava o dia correndo de lá para cá atendendo as demandas absurdas de Miranda Priestly (Meryl Streep), e um tantinho recalcado pela rotina de luxo da amada, ele decide colocar um ponto final no relacionamento quando Andy chega tarde - mas com um bolinho fofo nas mãos - no dia de seu aniversário. Ou seja, em vez de dar força para a namorada, que está ralando pra caramba para ganhar experiência como jornalista e para pagar as contas do apê que dividem -, o mimadinho faz beiço e desiste de tudo. Na vida real, quem levaria o pé na bunda fácil, fácil, seria ele.

Edward Cullen (Robert Pattinson), de "A Saga Crepúsculo"

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Mesmo ciente de que Bella (Kristen Steart) tem apenas 17 anos, Edward não faz o mínimo esforço para tirar da cabeça da amada a ideia de deixá-lo sugar seu sangue e se transformar numa vampira como ele. Dessa forma, poderão viver juntos eternamente. A ideia de fazer um pacto desses é assustadora, mas Edward ainda tem outros hábitos que, longe das páginas dos livros e da tela de cinema, seriam bem discutíveis na vida real. Exemplos? Perseguir a garota na rua e entrar à noite no quarto dela, sem permissão, para observá-la durante o sono.

Fontes: Ellen Moraes Senra, psicóloga especialista em terapia cognitivo-comportamental, do Rio de Janeiro (RJ); Lívia Marques, psicóloga organizacional e clínica, com foco em terapia cognitiva-comportamental, do Rio de Janeiro (RJ); Melcina Moura Moreno, psicóloga, pedagoga e coach, de São Paulo (SP); Rejane Sbrissa, psicóloga clínica, de São Paulo (SP), e Sandra Samaritano, psicóloga e terapeuta de casais, de São Paulo (SP)

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