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Mães de pets: roupas novas todo dia, festas, cadeira e carrinho de bebê

Aquivo pessoal
Gohan e Iris em sua festa de aniversário, promovida pela dona, Carolina Moo Imagem: Aquivo pessoal

Carolina Prado

Colaboração para o UOL

11/05/2018 04h00

Pouco antes do Dia das Mães, uma velha conhecida polêmica reaparece nas timelines: mães de pets são mães? Há quem não admita que animais sejam considerados como filhos, mas estas mulheres assumem a maternidade de cães e gatos com muito orgulho.

Vestem os filhos e cachorros com roupa igual, levam o gato pra passear em carrinho de bebê, dão comida em cadeirão e fazem festas para os bichos. E, sim, algumas adorariam ser homenageadas no próximo domingo.

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“Até festa de aniversário eu já dei para os meus filhos”

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

“Tenho dois filhos de quatro patas, a Iris (uma border collie) e o Gohan (da raça samoieda). Já estou acostumada com as minhas amigas se sentirem ofendidas quando comparo a criação dos meus cachorros com a maternidade. Mas é sim muita parecida essa relação – bichos me parecem dar um pouco menos de trabalho. Como boa mãe, até festa de aniversário eu já dei para os meus filhos. Quando o Gohan fez 1 ano e a Iris 3 anos, eu organizei um evento para todos os ‘aumigos’ deles. O tema era sushi, porque ‘gohan’ é arroz, em japonês. Chamei algumas amigas que conheci pelo perfil do Instagram que criei para a Iris e o Gohan e também outros amigos que têm cachorros e familiares. Minha família achou uma besteira a ideia, no início, falou que não tinha nada a ver fazer esse tipo de evento, que era gastar dinheiro à toa, que os cachorros não entendem esse tipo de coisa. Mas eles foram na festa e adoraram, depois pediram desculpas por terem julgado no início. Teve bolo pet (feito pelas minhas amigas), cupcakes pet (feito pela empresa de uma amiga), frutas que os dogs podem comer, pipoca e por fim, bolo para os humanos. Foi uma festa bem mais bonita e organizada do que eu faria para mim mesma. Sabe, eu nunca fui homenageada por ser mãe de cachorro, mas ficaria feliz se um dia eu for.” Carolina Moo, 29, compradora

“Disseram que eu deveria estar ajudando orfanatos em vez de gastar dinheiro com animal”

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

“Eu me desentendo, sim, com quem fala que não posso me denominar mãe de bicho. Por que não? Se não nasceram de mim, certamente nasceram para mim. As mulheres que têm filhos humanos dizem que é muito mais difícil criar uma criança, que você não perde emprego por conta de ter um cachorro ou um gato e que são apenas animais. Já me disseram até que eu deveria estar ajudando asilos e orfanatos em vez de gastar dinheiro com animal. Mas eu não quero ter filhos, eu levei 18 anos pra descobrir que o que eu gosto é de lidar com animais, então, foquei minha força de trabalho pra isso. Tenho cinco gatos: Mareu, Mulan, Branquinho, Pulga e Aurora. Também hospedo outros animais. Atualmente, estamos em 15 na minha casa. Não pretendo nem agora nem nunca ter filhos humanos, a ideia dessa maternidade me assusta, não acho bonito ou romântico, acho sofrido. Sou e sempre serei mãe apenas dos meus bichos.” Gabriela Herminio Matos, 22, estudante e petsitter

“Mayumi é a minha primogênita”

Aquivo pessoal
Imagem: Aquivo pessoal

“Tenho uma filha humana de 10 meses, a Alice, e uma de quatro patas com 3 anos, Mayumi, que é minha primogênita. Assim que engravidei, ouvi coisas do tipo ‘agora você vai ser mãe mesmo’, mas eu sempre fui mãe. O que eu tive foi uma segunda filha. Disseram que eu teria que dar a Mayumi embora quando a Alice chegasse, porque não combina criança e animal em casa. Mas desde que cheguei do hospital, elas são inseparáveis. Eu coloquei as duas em contato direto, coisa que pra muitos é um absurdo, logo que cheguei em casa. Desde sempre a Mayumi assumiu o papel de irmã mais velha: protege, tem um cuidado e sente ciúmes de quem chega perto da irmã mais nova. Ela até repreende a Alice, com rosnadas, quando ela está aprontando. Cada dia uma nova descoberta dessas duas juntas, com momentos de amores, ‘lambeijos’ e brigas pelo mesmo brinquedo ou espaço pra relaxar. Como eu adorava me vestir igual minha mãe, sempre disse que quando tivesse meus filhos ia colocar todos iguais a mim. E eu faço isso. Adoro sair em passeios e em encontros com algo que seja parecido com elas. E se eu não estou combinando, pelo menos as duas irmãs têm que estar. Quando acabam as opções de roupa, corro pra máquina de costura e faço algum acessório só pra poder sairmos de ‘par de vasos’. Tal mãe, tal filhas, né?” Suellen Oliveira Avila, 24, empresária

“Não é certo achar que somos obrigadas a ter bebês para conhecer o amor de mãe”

“Não tenho filhos humanos, só uma filha felina chamada Loreena. Também tenho duas netas felinas: Lucky e Joy. Não ligo para quem não reconhece a minha maternidade, minha gata me reconhece como mãe, me dá carinho e a opinião dela é a única que importa. Não entendo o preconceito quando dizemos que nossos peludos são filhos. Não é certo achar que somos obrigadas a ter bebês para conhecer o amor de mãe. Nunca sonhei em ter crianças, sempre quis mesmo ter gatos. E faço de tudo por eles, inclusive gastar muito dinheiro para cuidar da saúde deles. Já mandei a minha gata para uma cirurgia sem ter um centavo no bolso. Ela precisava fazer e fez. Eu dei um jeito. E pago micos por eles, viu. Tipo sair na rua carregando um carrinho de bonecas, só para eles dormirem dentro, tipo berço. Elas também têm cadeirinhas de bebê, que uma amiga nos deu. É uma opção não ter filhos humanos, mas ter felinos. E ninguém tem o direito de considerar esse amor menos ou menos importante. Se puder, terei mais filhos ou filhas no futuro... Todos de bigodes e rabo.” Jupira Nicolau Guedes, 51, professora

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