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Ele está perdido na transa? Veja como elas reagem para melhorar o sexo

Getty Images
Imagem: Getty Images

Carolina Prado

Colaboração para Universa

10/05/2018 04h00

É recente esse movimento de falarmos o que nos agrada ou não na cama. Por muito tempo, não gozávamos e achávamos que a culpa era nossa – ou que sexo nem era tão bom como diziam. Mas, para muitas de nós, esse tempo acabou. Cinco mulheres falam sobre o momento em que se deram conta de que não transavam apenas para agradar o par e entregam como expressam o que querem na cama.

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O momento em que mais precisam ser guiados é a masturbação

“Quando era novinha, eu não tinha noção de que podia dizer como eu queria que o sexo acontecesse, foi só recentemente que essa ficha caiu. Uns meses atrás, estava com um cara e pedi para ele me chupar. Ele veio com ‘ah, não gosto’. Simplesmente levantei e me vesti. Ele ficou chocado, respondi que da mesma forma que ele tem o direito de não gostar, eu tenho de não querer continuar o sexo. Ainda falei: sexo é mais do que pau entra, pau sai.

Com o passar dos anos eu entendi que não estou ali só para agradar macho. Se algo me incomodar eu vou falar. O momento em que mais precisam ser guiados é a masturbação, o homem não sabe onde fica o clitóris e não tem delicadeza no toque. Mas eu falo que está errado na hora. Eles não gostam de ser corrigidos, mas eu não estou nem aí.”

Carina, 27, garota de programa

“Peguei no meu clitóris e falei: ó, é aqui que eu sinto prazer”

“Eu precisei ensinar meu ex-marido a fazer sexo oral. Embora ele gostasse de fazer, não sabia. Chegava a me morder! Até que um dia, quando já estávamos morando juntos, ele estava fazendo e eu parei no meio. Sentei na cama, abri a perna, peguei no meu clitóris e falei: ó, é aqui que eu sinto prazer. Só aqui. Não precisa lamber a entrada da vagina, eu só gosto aqui. E é só para passar a língua, eu disse.

Então, ele começou a passar várias vezes a língua e eu guiava a direção. Falei que podia chupar também, desde que devagar. Ele foi fazendo e eu gozei. Ele ficou maravilhado, riu muito e ficou com o cavanhaque todo babado. Daí em diante sempre fazia desse jeito. Foi o primeiro homem que eu tive coragem de ensinar, mas todas nós deveríamos falar logo no início, porque depois que vira hábito é mais difícil mudar.”

Kelly, 30, vendedora

“Eu digo: devagar que esse clitóris não é de ferro”

“No começo, eu transava com meu namorado e ficava calada. Aí, ele saía satisfeito e eu não. E era do tipo que chegava já penetrando, não tinha preliminar. Para ele, gozando num papai e mamãe já estava ótimo.

Passei um bom tempo nessa situação até que resolvi falar. Um dia eu disse que gostava que ele me fizesse sexo oral e que queria que ele me pegasse de tal jeito. Ele, então, me pediu desculpas e começou a me agradar. Eu ainda tenho que orientá-lo na hora do sexo oral – ele é meio bruto e acha que não machuca. Aí eu digo: devagar que esse clitóris não é de ferro.”

Cleide, 29, cuidadora de idosos

“Eu falo com jeito como ele deve mexer a língua”

“Conheci um rapaz em uma boate e marcamos de nos encontrar dias depois. Conversa vai e vem, fomos para o motel. Rolou beijos, carícias e pegação a mil. Então, ele disse para eu chupá-lo primeiro. Fiz direitinho, quando ele tava quase gozando eu parei e disse que era a minha vez. Ele fez cara de poucos amigos e começou a fazer por obrigação. Olhei para baixo e ele estava com cara de nojo. Perdi o rumo na hora. Vesti a roupa e disse que comigo tinha que ter preliminar bem-feita. Fui embora e nunca mais falei com ele.

Nesse dia passei a priorizar o meu prazer. Se o cara não está indo bem no oral, mas está disposto a me agradar, eu falo com jeito como ele deve mexer a língua. Fica mais prazeroso para mim e confortável para ele, porque logo chego no ponto. Quanto mais excitada eu estou, melhor a transa.”

Neusa, 28, auxiliar de limpeza

“Se não está legal, eu assumo o controle da transa”

“Com meu ex, o sexo oral não era bom, era doloroso. Eu não falava nada, gemia de desconforto e ele achava que era de prazer. Mas era de desespero. Casei muito nova e fiquei dez anos com o mesmo homem. Me separei e tive alguns relacionamentos casuais, foi quando amadureci no sexo e descobri que não era obrigada a ter um sexo ruim.

Mas não gosto de falar de cara que está ruim, porque o homem fica constrangido. Geralmente, se não está legal, eu assumo o controle da transa ou digo ‘gato, gosto quando você faz assim’ e explico como gosto. O melhor é falar com jeitinho, porque cada mulher é diferente. Não concordo com parar a transa na hora e falar que o cara fode mal.”

Patricia, 33, jornalista

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