Direitos da mulher

Nathalia Dill defende descriminalização do aborto: "Mulheres pobres morrem"

Tavinho Costa/Revista Cosmopolitan
Nathalia Dill Imagem: Tavinho Costa/Revista Cosmopolitan

da Universa, em São Paulo

07/05/2018 13h06

Frequentemente atacada nas redes sociais por defender abertamente suas convicções políticas, Nathalia Dill acredita que se posicionar é uma necessidade frente a uma realidade barra-pesada para as mulheres no Brasil.

Em entrevista à revista "Cosmopolitan" de maio, a atriz — que está no ar como a feminista Elisabeta da novela das 6 "Orgulho e Paixão" — explicou por que defende a descriminalização do aborto.

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"As ricas quando têm uma gravidez indesejada abortam com segurança, enquanto as pobres morrem em lugares clandestinos. Isso é ser a favor da vida?", questionou.

Nathalia também afirmou que se sentia representada pela vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em março. "Meus pais sempre foram politizados, e quando eu era mais jovem pedia indicações deles para votar nas eleições. Com a Marielle, isso mudou. Foi a primeira vez que sugeri um candidato em quem eles votaram”.

Desta identificação com Marielle surge inspiração, para ela, para discutir temas difíceis como este. "Deixei de ter tanto medo de dar a cara a tapa. Por outro lado, brigo menos".

Tavinho Costa/Revista Cosmopolitan
Imagem: Tavinho Costa/Revista Cosmopolitan

Tavinho Costa/Revista Cosmopolitan
Imagem: Tavinho Costa/Revista Cosmopolitan

Mulheres à frente

Para a atriz, um exemplo de liderança como este e as discussões que provoca são necessárias. 

"Não somos estimuladas a nos tornarmos líderes e as portas não se abrem tão facilmente para nós em cargos de comando. As mulheres trabalham, ganham dinheiro e são chefes nas empresas. O que elas querem mais?” Nos falta muito ainda, oras! Nenhum país pode dizer 'aqui temos igualdade de gênero’", acredita.

E a percepção de que o avanço de carreira não é dado a passos largos — ou, ao menos, em pé de igualdade — é um dos motivos pelos quais Nathalia tem postergado a maternidade.

"Nunca passou pela minha cabeça não ter. Mas tem o tal do relógio biológico, que se desconectou do prazo para que a gente conquistasse a autossuficiência e a realização pessoal. Sim, eu poderia ter tido um filho dez anos atrás, seria o ideal. Mas não teria sido a mãe que sonho ser, com a cabeça boa que tenho agora".

Ela também encara de maneira positiva o fim do relacionamento com o ator Sérgio Guizé. "O objetivo de todo casal é ser feliz. Se não é, não vale a pena. A separação também pode ser um final feliz".

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