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Como comprar roupas que duram mais e gastar menos dinheiro a longo prazo?

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A consultora de moda e especialista em sustentabilidade, Chiara Gadaleta Imagem: Divulgação

Jessica Arruda

Colaboração para Universa

07/05/2018 04h00

Não é preciso entender de costura e arremates para saber se uma roupa é boa. A qualidade de está nos detalhes, que podem ser facilmente reconhecidos no provador da loja. Um olhar mais atento aos tecidos, acabamentos, tonalidades das cores e estampas vai além da experiência de compra, permitindo que o consumidor compre uma peça com vida útil longa e que não será rapidamente descartada.

Em tempos de consumo consciente, essa mudança de comportamento chegou para ficar no universo fashion. “Uma roupa de qualidade dura, não fica julgada a algum topo de tendência ou modismo”, explica Chiara Gadaleta, consultora de moda e especialista em sustentabilidade.

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Qualidade é investimento

Invista em roupas básicas de qualidade -- aquelas vistas como essenciais no guarda-roupa feminino. Peças 100% algodão, com bom caimento e modelagem atemporal podem ser usadas por anos e anos. Já itens de alfaiataria, por exemplo, se tiverem bom corte e cor neutra, não precisam ser substituídos por um longo tempo.  

Mas se você procura uma roupa só para essa temporada e nem pensa em usar na próxima estação, vale buscar itens com materiais simples e preços acessíveis. “Muitas das peças que encontramos em fast fashion não vão durar como os tecidos orgânicos, reciclados, antigos e vintage”, pondera Chiara.

Sentindo os tecidos

Antes de levar um item para casa, é importante analisar cada detalhe. Basta prestar atenção na peça ainda no cabide para identificar um tecido duro, textura áspera e até mesmo “bolinhas”.

Estas características são sinais de que a roupa tem fibras sintéticas e dificilmente resistirá ao tempo. “O consumidor precisa analisar os tecidos utilizados, se de fato são naturais e de qualidade, assim como os aviamentos que vão garantir a durabilidade da peça”, afirma a designer de moda Ingrid Lima. 

Informações da etiqueta

Vale sempre, é claro, dar uma conferida na composição do tecido na etiqueta. Além disso, é possível encontrar uma série de informações, como a origem da peça e até sugestão de descarte.

“A etiqueta evita também a compra de uma roupa que foi feita por crianças em situações análogas à escravidão, pessoas que não são bem remuneradas ou têm baixa condição de trabalho”, destaca Chiara Gadaleta.

Roupa pelo avesso

Para reconhecer a qualidade, quem compra deve ir além de provar a roupa: só mesmo virando do avesso é possível enxergar particularidades como fios soltos, zíper mal pregado ou botões quase se soltando.

Ao experimentar, sinta a peça, o caimento no corpo, o encaixe de manga, o ajuste nos ombros e o comprimento. “A roupa precisa ter a modelagem feita para o corpo de quem está vestindo, sem deformar ou desvalorizar a silhueta”, completa Ingrid.

Feito sob medida

E não pense que somente as roupas fabricadas em escala podem perder em qualidade. Aquelas confeccionadas em processo manuais também conseguem pecar, muitas vezes, em detalhes como o caimento e técnicas grosseiras de bordados ou aplicações que são facilmente percebidas.

Mas ao contrário das produções em massa, as peças encomendadas têm justamente na modelagem o diferencial, pois seguem as medidas do cliente. E todo o impacto positivo gerado no processo torna cada roupa única. “O cliente deve saber como a roupa foi feita, por quem ela foi feita e isso a torna mais especial”, diz Ingrid.

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