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Sabrina Sato engravidou menstruada? Veja como o DIU pode confundir mulheres

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Talyta Vespa

Colaboração para Universa

02/05/2018 04h00

A revelação da gravidez de Sabrina Sato surpreendeu os fãs na segunda-feira (30). Ao UOL, a mãe da apresentadora, Dona Kika, revelou que a filha só descobriu que estava grávida no hospital, após sofrer um acidente e lesionar o joelho.

Em fevereiro, a apresentadora completou 37 anos e tirou o DIU (dispositivo intrauterino) para tentar engravidar. Ser mãe sempre foi um sonho para ela, disse na época. Contudo, durante a adaptação sem o método contraceptivo, Sabrina passou a ter sangramentos constantes – sangrou por quase dois meses e, nesse meio tempo, engravidou.

Ué, mas é possível engravidar menstruada? Segundo o ginecologista e especialista em reprodução humana Erico Lawrence, não. O que aconteceu com Sabrina, e com tantas outras mulheres, foi a confusão entre menstruação e “escape”. “Menstruação é a descamação das paredes do útero, já o escape é a descamação do endométrio. Uma coisa não tem a ver com a outra. Por isso, uma mulher pode ter escape durante o período fértil e, se tiver relação sexual sem proteção, tem grandes riscos de engravidar mesmo sangrando”, explicou o especialista.

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E a irregularidade não acontece só em quem já usou um método contraceptivo. Há mulheres que, naturalmente, têm fluxo irregular — e são elas as que mais precisam tomar cuidado caso queiram evitar uma gravidez. "Quem tem fluxo irregular não pode confiar na famosa tabelinha na hora de transar. Para esses casos, a camisinha é indispensável", explicou o médico.

Lembrando que o preservativo não serve apenas para prevenir gravidez, mas também para evitar a transmissão de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Usem sem moderação.

O efeito do DIU no corpo das mulheres

De acordo com Lawrence, quando uma mulher opta pelo método contraceptivo hormonal — o anticoncepcional ou o DIU Mirena —, desacostumar o corpo com os efeitos dos hormônios demora. Por isso, a partir do momento em que o dispositivo é retirado, a mulher pode apresentar irregularidades no ciclo menstrual, além de escapes constantes.

"Muitas mulheres aproveitam essa situação e fazem sexo sem preservativo, acreditando que a menstruação vai evitar a gravidez. O que elas precisam saber é que nem sempre sangramento é menstruação", disse o médico.

A irregularidade no ciclo menstrual ocorre, majoritariamente, com o DIU hormonal. Mulheres que optam pelo de cobre não sofrem com esse problema, segundo o especialista. “O DIU de cobre funciona apenas como uma barreira, é espermicida. Quando o dispositivo é retirado, é como se a porta se abrisse. Tudo volta ao normal, não interfere no ciclo menstrual nem nos hormônios", afirmou.

Qual método é melhor?

Cada mulher tem características e limitações fisiológicas, por isso, tudo depende da adaptação quando o assunto é qual dos métodos é o melhor. No entanto, o especialista tem seu queridinho: o DIU hormonal. "O DIU de cobre apresenta mais desvantagens em relação ao Mirena: pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas, afinal, o útero o reconhece como um corpo estranho e se contrai para o tentar expelir”, explicou. O lado bom, além da não-alteração hormonal, é que a durabilidade do dispositivo é de dez anos.

É claro que o DIU hormonal também apresenta desvantagens — o aumento da oleosidade da pele e a durabilidade de apenas cinco anos são duas delas. “Ao mesmo tempo, é um ótimo método para mulheres que têm risco de desenvolver trombose. Ele não libera estrogênio, só progesterona, que não afeta a circulação sanguínea”, garantiu Lawrence.

Nem A, nem B. Uma solução para quem não quer hormônio mas também não quer sofrer com os efeitos das cólicas é o DIU de cobre com prata. A prata vem exatamente para amenizar os efeitos colaterais que o cobre causa, e sem hormônios. “Ainda é muito novo, está sendo estudado. Tenho uma única paciente que optou por ele. Porém, é uma opção futura”, garantiu Lawrence.

Atualmente, mais de 50% das mulheres optam pelo DIU hormonal ao invés do de cobre. Os convênios, em sua maioria, já cobrem os custos do procedimento. O risco de gravidez com o dispositivo é menor que 1%.

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