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Juízes usam constelação familiar na conciliação de processos familiares

Getty Images
Imagem: Getty Images

da Universa

01/05/2018 13h16

Casos de disputa de guarda, alienação parental, pensão alimentícia e inventários têm sido resolvidos de uma maneira diferente em varas da família de 16 estados brasileiros, através da técnica psicoterapêutica chamada de constelação familiar. Juízes têm se capacitado para aplicar o método de origem alemã como alternativa para facilitar a resolução dos conflitos e chegar a conciliações. A terapia está entre as oferecidas pelo SUS desde março de 2018. 

É durante as audiências que os magistrados ou psicólogos usam as técnicas da constelação, para buscar outras soluções para as disputas que não seja apenas a sentença. E, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a técnica tem se mostrado eficiente.

Veja também:

Na Vara Cível de Família e Sucessões da comarca de União dos Palmares, AL, no último trimestre de 2017, 2017 foram realizadas 31 audiências em processos envolvendo disputas familiares e apenas em um deles não foi possível a conciliação.

Prática começou na Bahia

A ideia de usar a constelação familiar como ferramenta do judiciário surgiu na Bahia, em 2012. O juiz Sami Storch conheceu a técnica em uma terapia pessoal e passou a aplica-la às disputas judiciais. Os resultados positivos o surpreenderam. A técnica foi testada na cidade de Castro Alves e, das 90 audiências em que foi usada com ao menos uma das partes, o índice de conciliação foi de 91%.

Não se trata de uma terapia, mas sim do uso de técnicas terapêuticas para ajudar as pessoas a identificaram questões por trás do conflito que as levou à justiça e, assim, facilitar um acordo, evitando que os casos se tornem litigiosos.

O sucesso de seu uso na Bahia, fez com que a constelação familiar se difundisse no poder judiciário em diversos estados. Atualmente, são 16 e o Distrito Federal que fazem uso delas na resolução de conflitos.

Como funciona a constelação familiar

Criada pelo alemão Bert Hellinger, a técnica é feita, em geral, em grupo. Nela, pessoas, não necessariamente envolvidas com o caso, representam os familiares e assumem seus papeis dentro das relações, reproduzindo a dinâmica familiar.

Durante a sessão, as questões e conexões, muitas vezes geracionais, vêm à tona, facilitando que os envolvidos possam dialogar e resolver o conflito

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