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Proprietária denuncia jogadores por destruição de casa alugada no Airbnb

Da Universa, em São Paulo

15/04/2018 12h48

Quando a roteirista Julia Priolli, 39, chegou em sua casa no Alto de Pinheiros, em São Paulo, depois de um fim de semana alugando-a via Airbnb, encontrou o imóvel de uma maneira diferente da qual havia deixado.

"Eu aluguei a casa para um cara chamado Gabriel Martins. Ele deu uma festa pra 150 pessoas no domingo à noite, sendo que é estritamente proibido dar festa [como informa o anúncio no site], e destruiu a casa".

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A festa em questão, que começou na tarde do último domingo, 8, e se estendeu madrugada adentro, foi a comemoração do aniversário de Matheus Rivoredo, que reuniu vários nomes do esporte, como os jogadores Lucas Crispim, ex-namorado de Rafaella Santos, irmã de Neymar, atualmente no Esporte Clube São Bento; André Felipe, do Grêmio; Giovanni Augusto, do Vasco; Thomás Jaguaribe, do Sport Recife; o ponta Ricardo Lucarelli, da Seleção Brasileira de Vôlei; e também o cantor Mariano, da dupla Munhoz e Mariano; e a atriz Ligia Pessotto, do "Zorra Total"; para citar alguns. 

Julia chegou a receber mensagens de vizinhos reclamando do barulho. "Foi uma festa de arromba. O mais estranho de tudo é que era de domingo pra segunda", contou Gustavo Ribeiro, 38, vizinho da roteirista. "Eu acordei 1h30 da manhã e o som estava muito alto. Dava pra ver que tinha muita gente lá, muita gritaria", completou.

À Universa, Gabriel Martins, sócio proprietário da Global Sports & Entertainment, empresa de representação de jogadores de futebol, relatou que estava ciente das regras e ficaram apenas 6 pessoas na casa. "Não teve festa nenhuma, o que teve foi um churrasco permitido pela proprietária, como no print abaixo", disse. "Depois que o imóvel foi entregue, ela disse que estava sujo. Foi usado durante 3 dias sem empregada, é normal que fique sujo. Então ela alegou que eu teria danificado inúmeros objetos, o que não é verdade. Temos muitos amigos em SP [Gabriel é do Rio de Janeiro] que foram dar um abraço no aniversariante, mas na casa ficaram apenas as 6 pessoas que estavam na ocupação permitida".

Arquivo pessoal
A conversa de Gabriel e Julia via Whatsapp Imagem: Arquivo pessoal

Gabriel disse ainda que não sabia do estado da casa quando ela foi entregue. "A proprietária entrou em contato comigo reclamando da sujeira do imóvel e das roupas de cama, problemas esses que tentei solucionar me disponibilizando a pagar por toda a limpeza e a lavagem. Logo depois ela atribuiu à minha estadia inúmeros objetos quebrados que não foram utilizados, como máquina de lavar por exemplo, que eu não sei nem usar".

O dia seguinte

Segundo Julia, ela encontrou camisinhas e absorventes pela casa, além de fezes e vômito em toalhas. "Quando cheguei, no dia seguinte, tinha uma pessoa tentando disfarçar, limpar a casa, mas ela não conseguia, de tão 'sem noção' que tava. Ela falou que teve uma balada para 150 pessoas", contou a proprietária.

"A casa inteira cheirava urina. Ficamos 3 dias sem conseguir dormir lá. O sofá estava ao relento, queimado, rasgado e manchado, bem como os tapetes. Meu aparelho de som não liga mais, a cama do meu filho está quebrada. Vai ter que fazer obra, porque quebrou a banheira de hidromassagem, por exemplo. Vai ter que pintar as paredes. Vou ter que jogar fora todas as toalhas e edredons da casa - inclusive coisas que eu não havia disponibilizado - porque não tem a menor condição de salvar".

Julia mora na casa com seus dois filhos e o namorado e, desde janeiro, aluga-a aos finais de semana para complementar sua renda. Ao saber da situação, ela entrou em contato com o Airbnb. "Liguei para os caras chorando e a pessoa me deu uma resposta burocrática. Me mandou entrar no site e me escreveu um e-mail dizendo que, em casos assim, é necessário fazer o protocolo pelo site", conta ela.

"Levou 48 horas para alguém se dignar a me ligar e dar as orientações dali pra frente. Só depois eu descobri que eu poderia ter ido para um hotel, que eu não deveria ter mexido em nada e que eu preciso comprovar que as coisas não estavam quebradas antes com notas fiscais".

Ela explicou que em seu contrato no Airbnb está escrito que, a cada pessoa extra, é cobrado 150 reais, mas a empresa só está disposta a cobrir os danos, por meio do seguro. "Eles disseram que não vão pagar o adicional por pessoa. Só por foto no Instagram consigo comprovar que teve 30 pessoas a mais".

Resposta da empresa

Em nota, o Airbnb afirma que "está prestando todo apoio à anfitriã desde o momento em que foi informado desse incidente lamentável. Ela está coberta pelo nosso seguro de até US$ 1 milhão contra danos ao patrimônio e a plataforma também ofereceu cobrir outros custos inesperados para aliviar o inconveniente enfrentado pela família". 

A empresa garante que o hóspede foi removido da plataforma por violação das regras. "O Airbnb já registrou mais de 300 milhões de chegadas de hóspedes em anúncios no mundo inteiro e incidentes como este são extremamente raros". Ainda segundo sua assessoria, toda a documentação de danos enviada por Julia já foi recebida e está em análise, com prioridade devido à gravidade do caso.

Ainda em conversa com a Universa, a relações públicas do Airbnb, Leila Suwwan, explicou que a demora no atendimento apontada por Julia não é comum: o procedimento padrão da empresa é oferecer apoio 24 horas aos anfitriões por meio de seus canais de comunicação. Leila garantiu que, assim que tomou conhecimento do caso, encaminhou a queixa ao escritório da empresa em São Francisco.

No vídeo abaixo, os danos causados ao imóvel.

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