Direitos da mulher

Cannes 2018: Só 3 mulheres concorrem à Palma de Ouro, o principal prêmio

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A diretora francesa Eva Husson, uma das indicadas à Palma de Ouro em 2018 Imagem: Getty Images

da Universa, em São Paulo

13/04/2018 11h37

Dos 18 filmes indicados à Palma de Ouro, principal prêmio do Festival de Cinema de Cannes em 2018, apenas 3 são dirigidos por mulheres. O anúncio foi feito pela própria organização do evento nesta quinta, 12.

Entre as mulheres na corrida pela estatueta estão a libanesa Nadine Labaki, de "Capernaum", filme sobre a vida de migrantes em Beirute, a italiana Alice Rohrwacher, de "Lazzaro Felice", que conta a história de um viajante no tempo, e a francesa Eva Husson, de "Girls of the Sun", que narra os desafios de um grupo de mulheres curdas que tentam recuperar sua vila.

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Questionado pela imprensa internacional presente na divulgação sobre a baixa representatividade feminina na seleção oficial, o diretor criativo do festival, Thierry Frémaux, respondeu: 'Não há diretoras mulheres o suficiente, mas não temos tempo para falar sobre isso aqui".

No entanto, a mostra paralela do próprio evento, "Um Certo Olhar", sugere o contrário: dos 13 filmes escolhidos, 7 foram dirigidos por mulheres.

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Thierry Frémaux, diretor artístico do Festival de Cannes Imagem: Getty Images

Thierry ainda afirmou que "deve-se fazer uma diferenciação entre as diretoras femininas e [a iniciativa] Time's Up"

"Uma cota [de mulheres indicadas] não é uma preocupação para a seleção artística do festival. Filmes são escolhidos por sua qualidade, nunca haverá uma seleção feita com base em uma discriminação positiva [em relação às diretoras]", disse.

Ele apontou, no entanto, que o júri deste ano, presidido por Cate Blanchett, está mais equilibrado em relação aos gêneros. E fez questão de tocar no caso dos assédios e abusos cometidos pelo produtor Harvey Weinstein ao dizer que a indústria passou por um "terremoto" e que a própria organização do festival está discutindo as próprias práticas.

Nos 71 anos de história do Festival de Cinema de Cannes, apenas uma mulher levou a Palma de Ouro: a neozelandesa Jane Champion, por "O Piano", em 1993. "Como todo mundo, nos deploramos com o fato de que apenas uma mulher já venceu", concluiu.

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O elenco de "O Estranho que Nós Amamos", da diretora Sofia Coppola: um dos poucos com maioria feminina na edição 2017 do festival Imagem: Getty Images

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O verbo SER: nenhum ser humano essencialmente bom pode não ser feminista

Eu sou Feminista. Tu és Feminista? Ele é Feminista! Ela não é Feminista?? Nós somos Feministas! Vós sois Feministas? Eles são Feministas! Elas não são Feministas?? Eu não sou Feminista?!? Sou sim, mas sei que preciso ser mais e melhor... Tu és Feminista. Apenas não sabes... Ele não é Feminista? Poderia ser sim, aliás, deveria, ainda que por empatia... Ela é Feminista! E ainda bem que tem consciência de que o é... Nós não somos Feministas? Claro que somos, ainda que disso não falemos o tempo todo... Vós sois Feministas. E fazem muito bem em o ser... Eles não são Feministas? Mas deveriam, pois todos os seres humanos deveriam ser, uns por essência e outros por empatia. E fato é que todos deveriam ser... Elas são Feministas. Sim, são, aliás, feministas convictas. E apesar de toda a ignorante discriminação que sofrem... E você? é ou não é? Sabes afinal o que é ser feminista? Sabes de verdade? Sem preconceitos? Ser feminista é ser simplesmente a favor da igualdade de direitos entre homens e mulheres e a favor do respeito à condição feminina. Ser feminista, portanto, é lutar contra os preconceitos que aprisionam, intimidam e limitam as mulheres nas empresas, nos espaços públicos, nas escolas e nas universidades, nas casas e nas famílias, nos jardins, nas ruas e nas praças da nação e deste mundo, impedindo-as de irem mais longe e de serem mais naturalmente felizes. Ser feminista é lutar pelo reconhecimento dos direitos civis e humanos de todas as mulheres; é lutar para que tais direitos não sejam nem menores e nem menos importantes de que os de quaisquer outros seres humanos. Ser feminista é não aceitar que uma mulher seja morta neste país a cada hora e meia apenas e tão somente porque ela é mulher. Ser feminista é perceber que é um absurdo sermos um dos países do mundo em que há menos mulheres no Legislativo e na cúpula dos Poderes Instituídos do Estado, fatos esses que enfraquecem e desqualificam o ambiente da democracia brasileira. Ser feminista é saber que enquanto não tivermos mulheres ocupando isonomicamente todos os espaços, especialmente os espaços de poder e decisão, que são os espaços em que são tomadas as decisões mais relevantes e impactantes para o presente e para o futuro da nação brasileira e de toda a nossa sociedade, não teremos um país justo, equilibrado, contemporâneo e nem será o nosso país um país melhor. Ser feminista é ter consciência da absoluta e profunda importância da mulher para o desenvolvimento e para o aprimoramento otimizado da humanidade e dos países contemporaneamente. Ser feminista é apenas querer que todas as mulheres possam andar tranquilamente pelas ruas deste país sem correrem o risco de serem assediadas, desrespeitadas, diminuídas, estupradas ou atacadas. Portanto, tenho certeza de que você é feminista, pois nenhum ser humano essencialmente bom pode não ser feminista. Você só não sabia ou não tinha consciência de que era, como eu mesma um dia não tive consciência de que era. Mas isso foi há muitos e muitos anos... Desde então, eu lutei para ser um ser humano melhor e penso que, pelo menos, amadureci e, por decorrência, pude perceber e reconhecer que eu sou Feminista sim e é ótimo assim ser. E, aliás, sempre é tempo para ser e se reconhecer como um ser humano melhor... E você? Não quer ser um ser humano melhor?

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