Carreira e finanças

Ela superou leucemia, trocou de profissão e hoje ganha dinheiro na Bolsa

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Marcos Candido

Da Universa

29/03/2018 12h44

“As pessoas acham que é muito difícil, que investir na bolsa de valores é um cassino”, diz Maria Elisa Lima, 34, professora e fundadora da escola de finanças Trade/se, em Belo Horizonte e também em excursão pelo país. À frente de cursos sobre investimentos, a empresária busca facilitar a vida de quem não sabe como investir no mercado financeiro.

“Minha base funciona em cima de três pilares: conhecimento técnico, gerenciamento de risco e controle emocional”, explica.

Não só nas finanças, Maria usou os três métodos para a vida.

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Aos 24, recém-formada em economia, descobriu uma leucemia. Durante a quimioterapia, informou aos pais sobre sua orientação sexual e foi “convidada a sair de casa”. Os pais não queriam que ela recebesse visitas da namorada à época.

Em troca, arrumou forças aqui e ali para estudar na Bolsa de Valores de São Paulo e começar a investir.

“Para mim, toda minha vida foi baseada em um processo de libertação”, relembra.

Inclusive, libertação da rotina clássica de trabalho. Morou na casa do irmão até dar consultorias sobre finanças. Largou o emprego em um escritório de engenharia para se tornar professora e alugou um “apartamento lindo”, onde pôde “renascer”. Uma das primeiras turmas de finanças foi formada por ex-colegas de trabalho.

“Eu falo com muitos médicos e pergunto: como você aumentaria a renda para fazer uma viagem especial? Eles respondem: ‘Eu faria mais plantões’”, conta. “Hoje, eu trabalho até menos e deixo meu dinheiro trabalhar”. Ela está curada do câncer.

Como investir

Maria reconhece que não é exatamente fácil sair do emprego e da facilidade da renda fixa, como a poupança, para acompanhar um mercado cheio de termos e ritos específicos.

“É possível investir com pouco dinheiro, por volta de R$ 1 mil. Mas, sem conhecimento técnico, não”.

Conhecimento técnico é saber, na prática, como funciona o mercado financeiro --saber termos, ler o máximo de material e conhecer de perto o trabalho de corretoras de valores disponíveis. “As pessoas costumam saber o nome de todos os bancos, mas desconhecem as corretoras à disposição”.

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Investindo, ela sugere um gerenciamento de risco. Para isso, Maria indica estabelecer, juntamente à corretora, uma stop loss. Ou seja: se ação comprada chegar a determinado preço na cotação, a corretora vende a ação automaticamente e evita a perda total do dinheiro. Por exemplo: ao investir R$ 50 em uma ação, é possível se colocar uma ordem stop loss a R$ 45. Fica a critério de quem investe.

Ela diz que o mesmo serve para o stop gain, que funciona mais ou menos parecido. Você compra uma ação a R$ 50 e determina uma venda se a cotação atingir R$ 55, obtendo um ganho de 10% garantido -- e o processo para por aí. “Assim, dá para saber flutuar e saber para onde vai o mercado, independentemente de onde ele vai”, diz a consultora. É uma maneira de diminuir riscos a quem está chegando na área.

E poupar?

E a parte emocional? Maria também recomenda determinação para reservar ao menos 20% da renda mensal para investir no mercado financeiro. Nem sempre é fácil. “Claro, esse é um esforço muito maior para quem ganha até um salário mínimo”, diz. Ela não é da linha-dura na hora de fazer um pé-de-meia.

Segundo Maria, também é preciso reservar dentro da renda mensal ou dos investimentos, um espaço para o lazer. “No fim das contas, investir seria uma receita entre disciplina, conhecimento e equilíbrio”.

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