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Carreira e finanças

Google lança no Brasil curso gratuito para diminuir desemprego feminino

Divulgação
Treinamento do WomenWill, em São Paulo Imagem: Divulgação

do UOL, em São Paulo

28/03/2018 15h32

As mulheres já são maioria da população brasileira, mas essa presença não se reflete no mercado de trabalho. Entre elas, o desemprego é 29% maior. E aquelas que estão empregadas chegam a ganhar 25% menos. “Não podemos esperar 100 anos pela equidade”, disse Susana Ayarza, diretora de Marketing do Google Brasil, durante o lançamento do projeto WomenWill, nesta quarta (28). Pesquisas dão conta que no ritmo em que o país se encontra, vai demorar um século para que mulheres se igualem aos homens no mercado de trabalho.

Para reverter esses índices, a empresa trouxe para o Brasil um projeto que já é aplicado no Japão, Índia, EUA, Indonésia e México. Gratuito, ele oferece um treinamento de 16 horas a mulheres que estão desempregadas, mas almejam voltar ao mercado de trabalho ou empreender.

“Temos um carinho especial por aquelas que vivem na periferia, as mais vulneráveis. Elas têm menos oportunidade ao longo da vida”, conta Susana. As aulas, ministradas por mentoras da Rede da Mulher Empreendedora, são focadas em liderança, postura – “para chegar com autoconfiança em uma entrevista de emprego” --, comunicação, gerenciamento do próprio dinheiro, negociação e ferramentas digitais.

O projeto piloto foi aplicado para 100 mulheres moradoras de Brasilândia e Paraisópolis, na periferia de São Paulo. E os resultados, segundo Susana, foram muito positivos. Por isso, o objetivo agora é capacitar 10 mil novas alunas. As primeiras turmas vão acontecer na capital paulista, mas haverá um investimento robusto em cidades do nordeste, como Bahia e Recife. O projeto deve chegar ainda este ano também a Brasília.

“Quando a gente é dona do nosso próprio dinheiro, somos donas das nossas próprias decisões”, defende Ana Fonte, CEO da Rede da Mulher Empreendedora, que vê a dependência financeira como obstáculo para mulheres deixarem relacionamentos abusivos.

Susana destaca ainda o impacto que uma mulher independente financeiramente gera para a sociedade. “Estudos mostram que quando uma mulher ganha dinheiro, ela não investe só em si mesma. Ela investe na educação dos filhos, no bem-estar da família e na melhoria da condição das pessoas a sua volta”, diz. “Além disso, já se sabe que se tivéssemos igualdade neste sentido hoje, nosso PIB seria 30% maior. Precisamos investir nelas.”

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