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Matemática do sexo: números que toda mulher deve saber para transar melhor

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Quer melhorar o sexo? Nossa 'matemática' vai te ajudar Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para a Universa

23/03/2018 04h00

Ter uma vida sexual saudável e prazerosa não depende só da experiência que se acumula ao longo da vida. Tem mais a ver com conhecimento, sabia? Conhecimento não só a respeito do próprio corpo, mas de toda e qualquer informação que possa ajudar a entender melhor como o desejo, a libido e a anatomia funcionam. Para ajudar você nessa empreitada, listamos alguns números importantes para incluir no seu repertório:

Os tempos do orgasmo

O tempo médio que uma mulher leva até atingir o orgasmo é de mais ou menos 8 minutos. Mas há quem demore de 10 a 20 minutos. O orgasmo feminino dura de 6 a 10 segundos, porém, algumas mulheres podem gozar por até 20 segundos.

Preliminares das boas

A mulher precisa de cerca de 20 a 30 minutos de preliminares bem feitas para ter um orgasmo vulcânico.

Frequência sexual

Endocrinologistas das universidades norte-americanas de Columbia e Sanford afirmam que mulheres que fazem sexo pelo menos 1 vez por semana têm ciclos menstruais mais regulares do que aquelas que transam de vez em quando.

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O sensibilíssimo clitóris

Com cerca de 8 mil terminações nervosas (o dobro do número encontrado na cabeça do pinto), o clitóris é extremamente sensível e a única parte do corpo humano com a função única de proporcionar prazer. E ainda dizem que a gente tem inveja do pênis…

Caminho do ponto G

Quer achar o ponto G? Coloque o dedo indicador 5 centímetros dentro do canal vaginal e incliná-lo para cima, na direção da barriga, vai encontrar um tecido esponjoso. Voilá!

Olá, ponto A

O ano de 1993 foi bem importante para o prazer feminino, pois marcou a descoberta do ponto A, identificado por Chua Chee Ann, um pesquisador da Malásia. Apesar das divergências sobre o seu local exato, sabe-se que ele se encontra depois do ponto G, entre o cérvix e a bexiga. 

Clitóris, este gigante

O clitóris é bem maior do que parece. Seu tamanho real é de, acredite, cerca de 8 centímetros! Quem descobriu isso foi Helen O’Connell, uma renomada urologista australiana. Sua pesquisa revelou ainda que o clitóris apresenta dois bulbos de tecido erétil que descem ao longo da vulva, chamados bulbos de vestíbulo. Eles incham de sangue quando excitados, tornando a uretra e o canal vaginal mais sensíveis.

Muita mulher ainda não se masturba

Segundo a pesquisa Mosaico 2.0, conduzida pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do ProSex (Programa de Estudos em Sexualidade) do IPq-USP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo), cerca de 40% das brasileiras não costumam se masturbar. Dessas, 19% jamais experimentaram a prática.

E isso dificulta o orgasmo

Os dados, divulgados em 2016, encontram eco na dificuldade das brasileiras de atingir o orgasmo (cerca de 30%, de acordo com outros estudos). O conhecimento do próprio corpo e das formais mais satisfatórias de obter prazer são fundamentais para a mulher ter uma vida sexual mais plena em parceria.

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Masturbação e gozo

Em 1940, o biólogo americano Alfred Kinksey estudou o comportamento sexual de 18 mil casais e concluiu que as mulheres demoram apenas 4 minutos para gozar com a masturbação.

Eles X elas

Para que o homem fique excitado, seu organismo precisa bombear cerca de 10 ml de sangue para seu pênis. Já o órgão sexual feminino, que é mais complexo, precisa de cerca de 200 ml de sangue. Daí a importância das preliminares para a mulher.

Calma no sexo anal!

40 segundos, em média, é o tempo que demora para que o segundo esfíncter do ânus (cerca de 2cm depois da entradinha) naturalmente se relaxe e torna a penetração mais confortável para a mulher.

Lubrificante? Aceito

A partir dos 50 anos de idade, o uso de lubrificante se torna imprescindível para a mulher, mesmo quando ela for se masturbar com brinquedos. A queda hormonal faz com que a vagina se torne mais ressecada e sensível aos atritos.

A média da brasileira

A média de profundidade do canal vaginal da mulher brasileira é de 12 a 14 centímetros. Vale lembrar que trata-se de um canal elástico formado por músculos que esticam bastante durante o parto normal, voltando depois ao tamanho normal.

Orgasmo clitoriano

Cerca de 80% dos orgasmos femininos acontecem via clitóris, o que indica a relevância do sexo oral e da penetração associada a um brinquedinho para chegar lá mais facilmente.

Orgasmo sobre saltos

Sapatos com saltos entre 4 e 5 centímetros podem ajudar a mulher a gozar com mais facilidade. Segundo um estudo da Universidade de Verona (Itália), usar um pequeno salto ajuda a relaxar e a fortalecer os músculos da região pélvica, intensificando as contrações durante o orgasmo. Segundo Maria Cerruto, coordenadora da pesquisa, o efeito positivo não aumenta de acordo com o tamanho do salto.

Bora gastar a reserva?

Um estudo realizado pelo Instituto Internacional de Análise Bioenergética de Nova York (EUA) concluiu que todo ser humano nasce com um potencial médio de 5 mil orgasmos para toda a vida. 

Fontes: Erica Mantelli, ginecologista e obstetra de São Paulo (SP); Leila Campos, sexóloga e terapeuta sexual, de Macaé (RJ); livro “O guia dos curiosos – Sexo” (Panda Books), de Marcelo Duarte e Jairo Bouer, e Tatiana Presser, psicóloga, sexóloga e autora do livro “Vem Transar Comigo” (Ed. Rocco)

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