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Mulheres inspiradoras

Inglesa que aprendeu 35 línguas vence prêmio de melhor professora do mundo

Divulgação/Global Teacher Prize
Andria Zafirakou levou o prêmio de US$ 1 milhão após superar outros 30 mil candidatos Imagem: Divulgação/Global Teacher Prize

da Universa, em São Paulo

18/03/2018 15h01

Motivada a se comunicar com todos os seus alunos em uma escola comunitária em Brent, na região metropolitana de Londres, a professora de artes inglesa Andria Zafirakou decidiu aprender as 35 línguas faladas pelas crianças — imigrantes e refugiados de regiões diversas do globo.

Assim, ela se tornou a "melhor professora do mundo", vencedora do competitivo prêmio da Varkey Foundation Global Teacher Prize que entrega US$ 1 milhão a um educador que tenha feito uma contribuição relevante à profissão.

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A instituição onde Andria dá aulas, a Alperton Community School está localizada em uma das partes mais pobres e violentas do Reino Unido, onde mais de 140 línguas são faladas pela alta concentração de minorias étnicas. "[A arte] ajuda os alunos a destravarem suas barreiras de linguagem", afirmou ao site da premiação.

Mesmo assim, ela tomou para si o desafio pessoal de aprender tantas línguas quanto fosse possível, para que fosse efetiva também fora das salas de aula. Entre os idiomas que Andria fala estão hindi, português, árabe, romeno, polonês, urdu e italiano.

Isso porque Andria tem funções extraclasse: ela auxilia os alunos a chegarem em seus ônibus escolares em segurança e afasta membros de gangues que procurem "recrutas" dos muros da escola.

"Não podemos permitir que isso passe pelos nossos portões. Temos que proteger nossos alunos a todo custo", disse. 

Durante a premiação, que aconteceu neste domingo, 18, em Dubai, a professora disse ao público presente que não imaginava que pudesse superar os 30 mil concorrentes do mundo todo e vencer o prêmio. E valorizou a fonte de inspirações que são as crianças para o seu trabalho.

"Muitos dos meus alunos têm vidas difíceis. O que é incrível é que, não importa os problemas que eles estão enfrentando em casa, o que está faltando em suas vidas ou lhes trazendo dor, nossa escola é deles.

"Sei que se nossa escola pudesse abrir às 6h da manhã, haveria uma fila de crianças esperando do lado de fora às 5h. Isso mostra o quão fenomenais eles são".