menu
Topo

Direitos da mulher

Leandra Leal diz à revista masculina: "O papel do homem agora é escutar"

Cassia Tabatini/Divulgação
Leandra Leal para a "GQ Brasil" Imagem: Cassia Tabatini/Divulgação

do UOL, em São Paulo

06/03/2018 12h03

Para Leandra Leal, a posição masculina no momento atual em que o feminismo quebra paradigmas e dá novas formas à sociedade, é claro: "O grande papel do homem agora é escutar", afirmou à edição brasileira da revista masculina "GQ".

Veja também

Em um papo com a publicação em seu especial #GQPorElas editado pela escritora e voz forte do movimento feminista no Brasil Antonia Pellegrino, a atriz refletiu ao lado de Camila Pitanga Bruna Linzmeyer ​sobre a PEC 181 — projeto de lei que tramita na Câmara e que pode proibir o aborto no país em toda e qualquer situação.

"O direito da mulher ao seu corpo é radical. Não dá para uma comissão de 18 homens dizer se a mulher pode ou não ter direito ao aborto", afirma.

Já Bruna acredita que haja espaço, sim, para o homem no feminismo — mas que o diálogo entre os gêneros é primordial.

Cassia Tabatini/Divulgação
Bruna Linzmeyer para a "GQ Brasil" Imagem: Cassia Tabatini/Divulgação

Cassia Tabatini/Divulgação
Camila Pitanga para a "GQ Brasil" Imagem: Cassia Tabatini/Divulgação

“Um homem ser feminista num grupo de homens e entender a perspectiva da mulher, conversando com seus pares, é muito importante, é inteligente, é precioso e sexy também. Com certeza um homem pode ser feminista. Todos podemos. Mas é importante na perspectiva do homem, mesmo aquele que já se diz feminista, ouvir o que a mulher tem a dizer".

A atriz ainda falou sobre seu posicionamento na comunidade LGBT — e a luta contra o preconceito. "O fato de eu me declarar como uma mulher lésbica é um ato político. Eu não sou só lésbica, eu não caibo nessas caixinhas. Sou um ser livre. Mas dar nome a essa caixinha é importante para podermos jogar luz sobre elas".

Já Camila concluiu pontuando a importância do feminismo e destas discussões no cotidiano das mulheres. Ela abriu as portas de sua casa a um grupo de mulheres, liderado pela filósofa Djamila Ribeiro, para discutir a abordagem do assunto.

"Achei que era o momento de dar a mão, trocar confidências, não ficar só numa pesquisa intelectual, porque o problema acontece na pele, no dia a dia”.