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Quer transar no meio da briga? A ciência explica essa e outras vontades

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O estado de alta excitação da discussão é transformado no estado de tesão Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

05/03/2018 04h00

Embora o coração tenha razões que a própria razão desconhece, parece que com o tesão não é bem assim. Há explicações científicas, psicológicas e fisiológicas que justificam aquela vontade estranha que dá de transar bem no meio de uma DR ou quando estamos longe do par. Confira alguns exemplos a seguir.

De manhã

Não é à toa que, mesmo depois do pico hormonal da adolescência, vários homens continuem a acordar com ereções. Por volta das 5h, os níveis de testosterona estão no auge –entre 25% e 50% a mais do que em outros momentos do dia.

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Isso acontece devido à ação da glândula pituitária no cérebro, que regula a produção desse hormônio sexual e foi ligada durante à noite.

De modo geral, a vontade de transar logo ao acordar acontece por estarmos mais relaxados, e a produção de testosterona segue em alta também nas mulheres, especialmente nas primeiras horas.

Fazer sexo cedo ainda nos remete a uma sensação de bem-estar, provocada pela oxitocina, hormônio que faz com que os parceiros se sintam mais próximos ao longo do dia.

Durante a ovulação

Vários estudos realizados tanto com mulheres quanto com casais registraram a percepção de que elas se sentem mais atraentes e com a libido aumentada durante o período fértil.

Como nessa fase também há maior liberação de feromônios --hormônios sexuais secretados por mamíferos e insetos--, mulheres e homens ficam mais animadinhos com esse “cheiro de sexo” no ar”.

Outro ponto importante é que há um aumento de fluxo sanguíneo para a região genital e para o clitóris, tornando-o ainda mais sensível.

Quando o time dele ganha

O futebol também afeta drasticamente a libido masculina, segundo a ciência.

De acordo com um estudo conduzido pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo de 2014, os níveis hormonais dos homens participantes da pesquisa subiram cerca de 20% quando o time deles ganhou a partida.

Após uma derrota, porém, houve queda de 20% nas taxas. As mulheres, por sua vez, têm o desejo aceso quando praticam esportes, e não quando acompanham algum.

Em um momento de muito ódio pelo par

Depois de uma briga ou mesmo durante uma discussão é comum que, pelo menos, um dos envolvidos sinta um desejo louco de atirar o outro na cama. E por que essa situação contraditória acontece?

Segundo a teoria psicanalítica “Transferência da Excitação”, o estado de alta excitação da discussão é transformado no estado de tesão, que ocorre durante o sexo. A energia passa a ser canalizada para algo mais divertido e prazeroso.

Neurotransmissores cerebrais como serotonina, dopamina e noradrenalina entram em ação no organismo durante a transa, elevando a temperatura ainda mais.

Quando um está longe do outro

Sexo não é somente contato físico, é envolvimento como um todo, do corpo, do cérebro, dos órgãos, da imaginação. Quando os dois não podem se ver, a impossibilidade torna a vontade ainda mais intensa e parece que o organismo todo vai entrar em pane, se o desejo não for satisfeito.

O jeito, em muitos casos, é apelar para o sexting ou para o bom e velho Skype.

Quando assistimos a cenas quentes

Tudo aquilo que mexe com a imaginação é um bom gatilho para o sexo.

Diante da possibilidade de um flagra

Mais uma vez, é a química cerebral que assume tudo. O medo de ser pego no ato, associado à vontade de matar o desejo ali mesmo, no banheiro da balada ou na escada de incêndio, faz o corpo todo descarregar tanta adrenalina, que é praticamente impossível resistir à tentação.

Quando ingerimos álcool

Uma taça de vinho ou uma dose de vodca ajudam não só algumas pessoas a relaxarem, mas a se sentirem mais confiantes.

O álcool pode proporcionar uma liberação maior dos sentidos e desejos, levando à vontade de transar. Porém, é preciso alguns cuidados. O excesso de bebida pode causar esquecimento na hora de usar preservativo e engatar um sexo seguro.

Em dias quentes

Pesquisadores franceses concluíram que o nível de andrógenos --hormônios masculinos relacionados ao desejo sexual em homens e em mulheres-- aumenta no verão.

Outro indicativo de que ficamos mais empolgados nos dias quentes é que a serotonina --neurotransmissor que regula o humor-- é fabricada na presença da luz.

E, em todo o mundo, estudos já provaram que o número de nascimentos tende a ser maior nove meses após a estação mais quente do ano.

Fontes: Cibele Fabichak, fisiologista e autora do livro “Sexo, Amor, Endorfinas & Bobagens” (Matrix Editora); Cristiane Moraes Pertusi, doutora em psicologia do desenvolvimento humano pela USP (Universidade de São Paulo); Cristina Carneiro, ginecologista e obstetra, e Paulo Miguel Velasco, psicanalista e autor dos livros “Disfarce das Nossas Imperfeições” (editora Livre Expressão) e “Mulheres em Aflição - Por que as Mulheres Procuram um Analista?” (editora Novo Ser).

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