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Direitos da mulher

Oscar 2018: Jimmy Kimmel alfineta e pede aplausos a Harvey Weinstein

Mark Ralston/AFP/Getty Images
O apresentador Jimmy Kimmel Imagem: Mark Ralston/AFP/Getty Images

do UOL, em São Paulo

04/03/2018 22h09

Jimmy Kimmel não fugiu ao "elefante no meio da sala" durante a abertura do Oscar 2018. O apresentador reforçou o valor da luta pelos direitos das mulheres e pela diversidade — seja de gênero ou etnia — no palco da premiação.

Ao celebrar a existência de iniciativa como "Time's Up" e a quebra de diversos "tetos de vidro" da indústria — como a presença de Greta Gerwig entre os concorrentes a Melhor Diretor, apenas a quinta mulher nos 90 anos da premiação — ele sublinhou que apenas 11% das mulheres dirigem filmes em Hollywood.

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Ele também ironizou a "importância" de Harvey Weinstein frente às mudanças que aconteceram no cinema no último ano e pediu aplausos ao produtor ao abrir seus discursos.

O apresentador ainda afirmou que 2017 foi o ano em que "os homens fizeram tudo tão errado que as mulheres começaram sair com peixes", uma brincadeira com a trama do concorrente 'A Forma da Água", de Guillermo del Toro.

Jimmy ainda apontou, de maneira divertida, que "Oscar é o homem mais respeitado de Hollywood por motivos óbvios. Olhem para ele: mantém as mãos onde podemos ver, nunca diz algo rude e não tem pênis".

Os escândalos de assédio em Hollywood

Violência sexual em Hollywood não é novidade. Da era de ouro à década de 2010, casos de assédio e abuso por parte de executivos, produtores e atores se tornaram públicos com uma certa periodicidade; porém frequentemente tratados como indiscrições ou horrores pontuais.

O que mudou em 2017? Desde o surgimento das histórias de mulheres agredidas pelo produtor Harvey Weinstein em outubro, atrizes, atores e ativistas questionam pela primeira vez o status quo e em que proporção estes comportamentos são considerados normais dentro do cinema e da tevê americanos. Além disso, sobreviventes de assédio no mundo todo iniciaram uma conversa, através das redes sociais, sobre o estigma, o silêncio e a vergonha diante de uma forma de violência que se tornou cotidiana.

Depois que uma matéria do jornal "The New York Times" revelou em 5 de outubro que o produtor Harvey Weinstein, uma das figuras mais poderosas e influentes de Hollywood com seis Oscar de Melhor Filme no bolso pagou pelo silêncio de suas vítimas por mais de duas décadas, outras mulheres de destaque resolveram contar suas histórias de assédio dentro da indústria. Relembre os casos: