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Violência contra a mulher

Única brasileira do Time's Up, Alice Braga diz: "Aturamos pequenos abusos"

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Alice Braga na Cosmopolitan de março Imagem: Gil Inoue_bx2

Do UOL

02/03/2018 12h30

Capa da edição de março da revista Cosmopolitan, Alice Braga foi uma das 300 mulheres (entre atrizes, diretoras e outras profissionais do meio) que assinaram a carta do Time’s Up (“O tempo acabou”, em tradução livre), publicada em 1º de janeiro no The New York Times, e que abalou a indústria do entretenimento com denúncias de casos de assédio em Hollywood.

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Imagem: Gil Inoue_bx2
“Nunca sofri um assédio da forma como as atrizes que vieram à frente contar. Mas acho que acabamos aturando pequenos abusos e passando batido por ser algo a que a gente já está quase acostumada. E a repetição disso é agressiva”, afirma.

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A atriz estará em Os Novos Mutantes, spin-off da franquia X-Men que tem estreia prevista para o início de 2019, e volta com a terceira temporada de A Rainha do Sul, série americana em que vive uma chefe do tráfico de drogas: “Na primeira temporada de A Rainha do Sul, os roteiristas eram dois homens americanos. Nada contra, mas não tinha um latino e uma mulher entre eles. E a série é protagonizada por uma mulher mexicana. Como vamos conseguir representatividade se nem atrás das câmeras temos isso?”, argumenta. No segundo ano do programa, conta, o roteiro passou a ser assinado por uma mulher.

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Vida em Hollywood

“Se estou no Brasil, fico com saudade das pessoas que estão em Los Angeles, e vice-versa. É superdifícil: ganham-se coisas novas, mas perdem-se outras, como o nascimento do meu afilhado. Mas encaro de maneira tranquila, sou feliz em fazer o que amo, que é atuar”, diz.

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Sobrinha de Sonia Braga, na adolescência, Alice fazia testes comerciais com frequência e conheceu Fernando Meirelles, sócio da produtora paulistana O2 Filmes. Assim surgiu a chance de interpretar a personagem Angélica, de Cidade de Deus (2002), quando tinha 19 anos. Depois do filme, que concorreu a quatro Oscars, ela passou a fazer testes em Hollywood. “As portas foram se abrindo e fui me jogando”, revela.

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