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Carreira e finanças

O que fazer se você é competente, mas o chefe não para de pegar no seu pé

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Seja qual for a razão por trás do comportamento do chefe, porém, sempre é uma boa tática tentar conversar com ele Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

02/03/2018 04h00

Você não se atrasa, tem comprometimento, desempenha as tarefas com capricho e cuidado e demonstra proatividade sempre que possível. E, ainda assim, o chefe não para de te cobrar. O que fazer em uma situação dessas?

“Antes de mais nada, analise. Ele realmente pega no seu pé ou isso pode ser apenas uma coisa da sua cabeça?”, questiona Flávia Ferreira, country manager do site Trabalhando.com Brasil.

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“Fazer essa avaliação é fundamental, porque, em geral, as pessoas tendem a culpar o outro por questões que são delas”, diz o coach Alexandre Prado, presidente da consultoria Núcleo Expansão, no Rio de Janeiro.

Segundo o psicólogo e life coach Luiz Francisco Jr., docente dos cursos de administração de empresas e direito da FADISP (Faculdade Autônoma de Direito), de São Paulo, uma estratégia para entender o que acontece é recorrer ao histórico da relação.

Reflita se ele tem essa postura desde que trabalham juntos ou mudou a partir de um determinado momento?

E o seu comportamento?

Outro ponto a ponderar: será que alguma questão comportamental sua vem interferindo na avaliação do chefe?

Muitas pessoas têm dificuldade de separar o trabalho de vida pessoal, por isso não descarte a possibilidade de que algumas características suas estejam incomodando não apenas o chefe, mas os colegas de equipe.

Nem sempre somos da maneira como gostaríamos ou achamos que somos, por isso um bom exercício é perguntar para os colegas nos quais deposita confiança que percepções eles têm a seu respeito.

“Muitas vezes, de maneira inconsciente, temos gestos, expressões faciais e atitudes que podem ser mal interpretados”, fala Alexandre.

Antes de se vitimizar ou vilanizar o gestor, tente observar se ele também é exigente, seco ou carrancudo com outras pessoas. Muitas vezes, não se trata de perseguição, mas apenas de um jeito mais firme de cobrar algo.

Conversa franca

Seja qual for a razão por trás do comportamento do chefe, porém, sempre é uma boa tática tentar conversar com ele.

“Tenha anotações, e-mails ou documentos com dados e fatos que subsidiem as perguntas, pois ficar só no plano da opinião não vai funcionar”, diz Luiz Francisco.

Procure dizer de uma maneira direta e franca, mas, profissional, o que incomoda. Não sinta medo de eliminar suas dúvidas, mas tenha sensibilidade. Não converse na defensiva nem apele para um tom agressivo.

Mostre que deseja contribuir para que a relação seja mais agradável. Verbalize que ele pode contar com você, caso precise.

“Você não tem ideia do bem que estará fazendo ao se colocar em uma posição de auxílio. Os chefes também têm suas inseguranças”, fala Mileine Vargas, especialista em PNL (programação neurolinguística).

E se o problema continuar?

Na pior das hipóteses, talvez seu chefe não sinta mesmo simpatia por você. Ou é curto e grosso mesmo e não pretende mudar. O que fazer então? Siga algumas dicas:
Aprenda a escutar sem julgamentos e expectativas.

Não se incomode com o que o chefe pensa sobre a sua pessoa, mas, sim, sobre o seu desempenho.

Não tente se aproximar a todo custo. Isso pode irritá-lo ainda mais e, pior, soar como puxa-saquismo.

Jamais cruze os braços ou faça um trabalho ruim com o objetivo de prejudicá-lo. No fim das contas, você é quem se dará mal.

Ouça o que tem por trás da chatice e se concentre no que o chefe está pedindo. Não leve para o lado pessoal se ele não mudar de atitude.

Nunca fique reclamando com os colegas sobre o chefe pegar no seu pé nem alimente fofocas.

Não banque o coitadinho. Procure entender a situação e seja proativo para solucioná-la, dentro das suas possibilidades.

Evite qualquer tipo de postura negativa diante de cobranças. “Elevar a voz ou ignorar ordens só aumentarão a tensão, além de abrir precedentes para a suposição de que você não tem competência para o cargo que tem”, afirma William Sousa, especialista em gestão de carreiras da Thomas Case & Associados, de São Paulo.

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